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 Reunião de Pais

Informações importantes para os pais e responsáveis.

 

A CONTRIBUIÇÃO DA FAMÍLIA PARA A INDEPENDÊNCIA DA CRIANÇA

PARCERIA ENTRE ESCOLA E FAMÍLIA

CRIANÇA NAMORA

CRIANÇA EQUILIBRADA E FELIZ. QUAL O SEGREDO?

FILHO SAUDÁVEL, PAIS SAUDÁVEIS

OS 10 MANDAMENTOS DOS PAIS INTELIGENTES EMOCIONALMENTE

FÉRIAS PARA FAZER NADA

Amiguinhos da onça

Nem pais eternos vencedores, nem filhos eternos perdedores.

Pais, preciso de vocês!

PAIS PRECISAM MOSTRAR QUE "AGÜENTAM O TRANCO"

Limites: “ingredientes” fundamentais na Educação de nossos filhos.

Os dez mandamentos do pai do bom estudante

Escola não legisla sobre o individual

Acreditar que o filho nunca mente é ficção

RODÍZIO DE ALUNOS DEIXA FAMÍLIA EM POLVOROSA

AS RAZÕES DA ALUNA QUE NÃO QUERIA BAGUNÇA

PAIS PRECISAM MANDAR?

RELAÇÕES FAMILIARES E TECNOLOGIA

ESCOLHA O BRINQUEDO CERTO PARA CADA IDADE

ELEIÇÕES

SEXUALIDADE INFANTIL

VOCÊ SABE COMO SURGIU O DIA DO PROFESSOR?

HISTÓRIA DAS ELEIÇÕES NO BRASIL

COMO SURGIU O DIA DAS CRIANÇAS?

CRIANÇAS PRODÍGIO

 

 

 

A CONTRIBUIÇÃO DA FAMÍLIA PARA A INDEPENDÊNCIA DA CRIANÇA

Ajudar uma criança a ser independente é contribuir para o seu crescimento pessoal. Isso requer muito trabalho, carinho e dedicação. Um bichinho quando nasce, e é amamentado, depois do desmame, pode viver sem sua mãe, mas você já deve ter percebido que isso não acontece com as crianças, embora a cada dia que passa, elas pareçam nascer mais espertas. Pois é, isso faz com que muitos adultos pensem que por serem espertas, e certamente inteligentes, precisam muito pouco dos adultos. Afinal, muitas crianças lidam com controles remotos e computadores muito melhor do que seus pais. Desde bebê, a criança necessita de ajuda e estimulação para tornar -se independente e com isso estar preparada para interagir com o meio em que vive. Já que um dia elas terão que conviver sozinhas, como por exemplo, na festinha do amigo ou no cinema com a(o) namorada(o), por isso, precisamos pensar no seu futuro.

Nada é mais gratificante para a família que ver seu filho fazendo gracinha, sentando sozinho, andando, falando, etc... só que tudo tem seu tempo e hora certa. Não se deve queimar etapas. Muitas vezes a criança é estimulada precocemente porque seus pais ficam ansiosos em mostrar o que a criança já sabe ou pode fazer. A independência e estimulação da criança deve estar relacionada com sua idade, e adequada com suas condições físicas e psicomotoras. Por isso, produtos feitos para crianças são projetados e adaptados de acordo com a idade, como por exemplo: mordedores, mamadeiras com colher, andador com telefone, tapetes de encaixe e, por aí vai. A medida que ela cresce, vai experimentando e desenvolvendo possibilidades em lidar com situações novas de tudo que lhe é oferecido e que está ao seu redor. É aí que começa o trabalho e a disponibilidade da família em compartilhar com a criança suas descobertas. Um bom exemplo disso, é quando aprende a comer sozinha. Numa fase anterior, a criança precisou levar o dedo ou um brinquedo na boca, assim, ela aprendeu que pode coordenar seus movimentos para levar a colher até a boca e que isso dependerá dela. Tarefa difícil para quem tem que acertar a pontaria sem deixar cair um ou muitos grãozinhos. Tarefa difícil também, para quem tem que, vira e mexe, limpar todos esses grãozinhos do chão. Além da angústia da bagunça, a mãe fica preocupada em saber se isso é natural e se seu filho está bem alimentado. Então o que fazer? O melhor é usar duas colheres: uma para a criança aprender e a sua para alimentá-la e ensiná-la a comer.

Essa participação acontece em todas as fases como sentar, falar, com os cuidados pessoais. Quando bem vivida essas fases, passam a ter uma relação de troca muito agradável para a criança e igualmente para quem está cuidando dela. Em geral, famílias ansiosas dificultam a criança a tornar-se independente porque tendem a fazer por ela, aquilo que ela pode fazer sozinha, embora de forma desajeitada. A criança independente relaciona-se melhor com o mundo, por isso, na menor manifestação de interesse da criança em fazer algo sozinha, os pais devem incentivá-la, ao invés de querer fazer por ela e nem exigir perfeição. Curta seu filho e, acredite no seu bom senso.

Mirene F. M. A. Marques

Psicóloga

 

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PARCERIA ENTRE ESCOLA E FAMÍLIA

 

Todos  sabemos que educar os filhos têm sido tarefa difícil nos dias atuais. Por isso a grande importância da cumplicidade entre escola e família para que se possa tentar garantir um futuro melhor para as crianças.

Assim sendo, no seu livro Escola sem conflito: parceria com os pais, a educadora Tânia Zagury,  escreve com muita clareza os dez mandamentos do pai do bom estudante. Vamos refletir.

O pai do bom estudante:

01. vê a escola como aliada e não como oponente;

02. na maioria absoluta das vezes é favorável às decisões que a escola toma e as apóia porque sabe que a elegeu com cuidado para cuidar do filho, em suma, não critica sem ouvir a escola antes;
03
. não tem pena dos filhos quando eles têm tarefas, pesquisas ou estudo para fazer;sabe que estudar assim como trabalhar, só faz bem a crianças e jovens;

04. supervisiona o trabalho e o estudo do filho, mas não faz as tarefas por ele, apenas orienta, olha a agenda escolar para estar a par, diariamente, das comunicações que a escola manda;
05
. sabe diferenciar com clareza situações em que os resultados positivos na escola são fruto de esforço ou quando os negativos se relacionam à falta de dedicação dos filhos;

06. incentiva os filhos com palavras e gestos de afeto, estímulo e compreensão, mesmo quando não tiram notas excelentes, pois percebe quando deram o máximo de si e quando não cumpriram a parte que lhes cabe;

07. providencia o necessário para que os filhos superem dificuldades que eventualmente surgem na vida dos estudantes, sem, no entanto, desistir, estigmatizar os filhos ou culpar de imediato a escola;
08
. não facilita nem permite faltas, atrasos ou “enforcamento” de aulas ou ausência nos dias letivos sem motivo absolutamente justo;
09
. segue e faz os filhos seguirem o regulamento da escola, nunca estimulando ou desejando regras especiais para o seu filho, que reconhece como igual às demais crianças, com direitos e deveres, enfim, sem “pressionar” a escola para que ela mude seus pressupostos e aja de acordo com o que considera interesse pessoal;

10. não pressiona a escola ou determinado professor quando alguma coisa inesperada ocorre, porém averigua a situação real, pois uma boa escola nunca deseja errar e sabe que uma boa educação escolar é a melhor aliada da família na formação de cidadãos honestos, produtivos e bem-sucedidos.


(Livro: Escola sem conflito:parceria com os pais – Tania Zagury)

 

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CRIANÇA NAMORA

 

O tema namoro é muito interessante para esclarecer determinadas atitudes das crianças.

Minha experiência leva-me a afirmar que assim como todo o comportamento de uma criança, o namoro desde muito cedo é influenciado pelos pais. Presencio famílias em que a criança jamais toca no assunto namoro, outras famílias os próprios pais é que afirmam que a criança está namorando. O que fazer?

Na verdade nada. Se a criança naturalmente demonstra algum tipo de sentimento pelo colega, o que é perfeitamente natural, principalmente quando a criança é filho único, sentindo a necessidade de estar com alguém, os pais devem ouvir o que criança tem a dizer, se interessar pelo que a criança está informando, mas jamais estimular.

Geralmente as meninas apresentam com maior freqüência esse comportamento. Na verdade as mulheres são eternas românticas... Acompanham novelas, gostam de músicas românticas, ouvem histórias de princesas, etc. Ora, também querem um príncipe para elas.

Esse sentimento precoce acontece com significativa freqüência e porque não devemos estimular se é um comportamento natural? Justamente porque não existe nenhum tipo de problema no fato da criança estar afirmando que gosta ou namora algum amiguinho. Esse é o sentimento da criança. Essa informação não é motivo para pais comprarem presentes no dia dos namorados, convidarem para festas sempre o parceiro, evidenciando uma relação, falar a todo instante olha ela ou ele está namorando e a criança usando fraldas!

Essas não são atitudes de crianças, são atitudes de adultos, estimulando a criança a viver uma fase que ela ainda não está preparada para viver.

Se eu namoro, eu beijo na boca...

Se eu namoro, eu vou dormir junto... (igual papai ou na televisão).

Se eu namoro, vou ficar nua com meu namorado...

Os limites de fantasia na criança são infinitos. Se meus pais dizem que ele é meu namorado, compram presente, etc, então ele é meu. O sentimento espontâneo e natural pode começar a se tornar sentimento de posse.
Ela ou ele não pode conversar com amigos, só pode andar de mãos dadas comigo, a criança deixa de participar de determinadas brincadeiras se o namorado não está junto, não realiza atividades se o suposto namorado faltou à escola, inclusive a criança chega a fazer cenas de ciúmes e há pais que acham isso lindo!

Chega um belo dia que esse namorado(a) não quer mais brincar de ser namorado(a). A fase passou e a criança cansou. Se os pais encararam desde o início tranqüilamente esse sentimento, dão apoio à criança, ajudam no que é possível, tudo bem. Novas fases e diferentes novidades surgirão. Mas se ao contrário, os pais estimularam ao máximo essa fantasia, cuidado, pois cabe a pergunta: o que fazer?

Eu já presenciei crianças que ficam doentes porque o “ex” está namorando outra, não comem, choram, não querem mais participar das aulas, querem mudar de escola....E o que é pior os pais se envolvendo, terminando amizades de anos por conta de um sentimento que era natural e foi estimulado de maneira desnecessária.

Pais e educadores: não achem lindo. Sua filha ou filho te informou que está namorando. Ótimo. Diga a ela, quem é seu namorado? É tal pessoa. Faça um breve comentário se achar que deve, principalmente questione: você não é muito nova(o) para namorar? Você ainda é a criança do papai... tem bastante tempo ainda para você brincar, estudar, crescer e depois namorar.

Porque querer saber se o genro ou nora é do Maternal III, quem são os pais dele, se ele mora na sua rua, etc. por favor deixem seus filhos viverem cada fase naturalmente. Que tal estimulá-los a lerem livros? Levá-los ao teatro? Parar tudo que estão fazendo e dedicar um pouco mais de tempo para abraçar os filhos, beijá-los, demonstrem vocês pais, que estão enamorados por seus filhos. Acreditem, será muito mais gratificante.

Mayre Barros Custódio Vigna - Pedagoga – Psicopedagoga
Fonte
:www.qdivertido.com.br/verartigo.php

 

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CRIANÇA EQUILIBRADA E FELIZ. QUAL O SEGREDO?

 

Nestes dias de globalização, em que a televisão, a internet, os videogames são realidades presentes no cotidiano de uma parcela bastante significativa da população, a influência de tais recursos tecnológicos de comunicação abre espaço para a interatividade, pela qual os sujeitos participam, podendo interferir no sistema com suas ações, provocando reformulações no projeto original.

Neste cenário, não há justificativa para se deixar crianças e jovens expostos à influência absoluta dos meios de comunicação, com o que correm o risco, entre outros,  de se tornar expectadores passivos, egoístas, com atenção dispersa, sem concentração, presas fáceis da obesidade, do consumismo e da violência,  que trazem como resultado um baixo desempenho escolar, diminuição da comunicação familiar, aumento da atividade sexual precoce...

 Aspectos negativos como estes podem ser evitados ou combatidos mediante postura crítica e criativa dos pais, familiares e educadores que, numa posição realista, assumem que o ideal não é proibir totalmente a garotada de assistir televisão, jogar videogame e/ou conectar-se com a internet, e sim cultivar com este público uma relação de confiança, proximidade e cumplicidade, que possibilite, além da diminuição do tempo de exposição a tais recursos tecnológicos, um estreitamento de relações emocionais, com troca de experiências e possibilidade de diálogo sobre assuntos diversos, inclusive sobre o conteúdo de programas de TV, sites da internet, motivações e objetivos de diferentes jogos de videogames, etc, favorecendo a aprendizagem.

Dessa forma, os adultos estarão mais próximos de suas crianças e jovens, podendo apresentar-lhes outras possibilidades lúdicas e de lazer, com jogos, brinquedos e passeios que envolvam, também, atividade física e de interação com colegas de sua idade e com o meio ambiente, o que é fundamental para a construção de conceitos, de valores e o desenvolvimento adequado da personalidade.

Na medida em que se posicionam frente às instituições/emissoras/indústrias, enviando e-mails, telefonando, boicotando programas considerados inadequados, enfim, interagindo e exigindo a adequação dos programas/produtos a horários e faixas etárias atendidas, os adultos assumem a função de cidadãos conscientes, responsáveis, críticos e ativos, fazendo valer seu poder de público consumidor frente aos desafios da atualidade e, sobretudo, transformando recursos tecnológicos em aliados na formação e no desenvolvimento das novas gerações.

 Lembre-se: a presença dos pais na vida dos filhos é a melhor prevenção contra a violência, o consumismo, a desumanização.

             Joana Maria Rodrigues Di Santo, Psicopedagoga e Mestre em Educação.

 

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FILHO SAUDÁVEL, PAIS SAUDÁVEIS

 

  Luiz Antônio Gonçalves - Psiquiatra

Ser bom pai, boa mãe, é um ideal muito arraigado entre nós. Tanto que, quando um filho não vai bem, os pais logo se preocupam em apresentar ao psicólogo uma espécie de atestado de boa paternidade. Chegam e vão dizendo: “o senhor mesmo pode ver. Temos quatro filhos. Os três primeiros são ótimos, saudáveis, vão bem na escola, praticam esportes, nunca nos deram dor de cabeça. Então, o que houve com este aqui ? Onde foi que nós erramos com ele, se com os outros acertamos tanto ?” No fim das contas, o que eles querem dizer é “aqui está nosso filho problemático. Culpa nossa não é”. Outro pedido muito comum que os pais fazem aos psicólogos é “diga-nos claramente como é que devemos agir. O que, diante desses problemas, devemos fazer ”.
E assim começam, às vezes, as decepções destes pais. Primeiro, porque é muito difícil conferir a alguém um atestado assim genérico de boa paternidade. Em segundo lugar, porque não existem regras de agir tão boas e tão mágicas que dispensem a revisão da relação pai-mãe-filho como um todo.
Porque o que existe é este triângulo pai-mãe-filho e, dentro dele, uma dinâmica de relacionamento que pode ser boa ou má, mas que é imprevisível. Com cada filho se estabelece uma relação diferente e com isso fica sem sentido um atestado genérico de boa paternidade. É mais útil que aquele pai e aquela mãe tentem descobrir, junto ao terapeuta, o que está havendo com o vínculo único e intransferível que eles têm com aquele filho.

Por isso não se pode dizer “também, claro, com aquele pai, aquela mãe, coitadinha daquela criança; só poderia ter saído assim”. Não é bem isso. Pode-se dizer, inclusive, que pais com um relacionamento conturbado entre si são capazes de ter, pessoalmente, uma boa relação com o filho. Por outro lado, pais harmoniosos podem ter um filho doente. Há casos até em que os pais só estão bem às custas de um filho que precisa cumprir o papel de doente da família.
Outra composição possível: os pais massacram um filho com altas expectativas, a que a criança se esforça por corresponder. Já os outros filhos, livres dessa pressão, podem achar mais facilmente o caminho de seu desenvolvimento.
Certa idéia de culpa ( onde erramos?) vem de uma posição onipotente da parte dos pais. “Nós determinamos como nosso filho vai ser. Se formos perfeitos, ele será perfeito”. Quando alguma coisa sai errada, claro que estes pais vão dizer: “o que foi que fizemos para que nosso filho tenha tal problema ?”
O desafio, portanto, é como eu devo me relacionar com meu filho de gente para gente e não como aprender as melhores maneiras de manipulá-lo de maneira mais correta. Isto se pode obter com a ajuda de um terapeuta de pais. Um profissional que, centrado nos interesses da criança – ou seja, envolvido indiretamente com os afetos da dinâmica – trabalhe as relações. Como decorrência desse trabalho, as crianças, que são extremamente plásticas em seu desenvolvimento, também são capazes de refazer sua maneira de ser. Quando isto não é possível, resta ainda a terapia da própria criança. Que também vai influir na relação dos pais.

Fonte: revista Psicologia Atual-Criança, ano V, nº 29

 

 

 

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OS 10 MANDAMENTOS DOS PAIS INTELIGENTES EMOCIONALMENTE

 

Filhos precisam de muito mais do que banho, comida e troca de fraldas, precisam de pai e mãe inteligentes emocionalmente.

AMOR. Toda criança precisa e espera ser amada pelos pais e sempre oferece seu amor em troca.

Um amor feito de gestos, dedicação e não apenas de palavras.

RESPEITO. Aceitar seu filho como ele é. Entender que ele vai crescer e construir sua própria vida, de modo diferente do que fizeram o pai e a mãe. Saber que a grande meta na vida dessa criança é torna-se ela própria e não uma simples repetição do que foram seus pais.

CONFIANÇA. A confiança nasce e se torna firme, quando cada lado sabe que o outro está agindo, ou vai agir, dentro de regras conhecidas, esperadas e aceitas. Quando confiamos em um filho, sua tendência é sentir-se elogiado e esforça-se para continuar merecendo essa confiança.

DIÁLOGO. A medida que um filho cresce, deve-se ir dando condições para que ele diga o que pensa e o que sente. Treinando-o para transformar em palavras as coisas difíceis de enfrentar: seus medos, suas dúvidas, os sentimentos positivos e negativos.

LIMITE. A criança deve receber liberdade como um bem preciso, para ser bem usado, com responsabilidade. É um direito que ela tem de decidir coisas por conta própria, mas dentro de regras que são ensinadas na vida em família.

COMPARAÇÃO. Para a criança a comparação sugere uma preferência, significa que sua mãe ou pai acha uma outra criança melhor do que ela, e que seus esforços não estão valendo a pena.

PRIVACIDADE. Sim, os filhos tem não só o direito como necessidade de privacidade. Eles precisam, assim como os adultos, excluir outras pessoas de sua vida em certas ocasiões e isso não significa que não goste delas.

CRÍTICAS. A maioria das crianças acredita no que os pais lhes dizem. E observações negativas sobre a criança podem se tornar profecias auto-realizadoras.

ZOMBAR. Crianças são afetadas pelo deboche dos pais. Colocações exageradas contaminam o amor-próprio do pequeno.

MENTIRA. Sempre tem um jeito de contar a criança o que realmente está acontecendo, em qualquer idade. A criança é extremamente sensível e "percebe" sempre que há algo errado.

por:Clarice Vieira - Psicóloga

 

 

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FÉRIAS PARA FAZER NADA

 

Os meses de julho ou dezembro são a chance das crianças ficarem em casa o dia todo e descansar da correria do dia-a-dia

Os pais, muitas vezes, não sabem o que fazer para entretê-las, e inventam atividades, cursos de férias, acampamentos e um monte de passeios. Tudo isso pode ser muito legal se a criança estiver com vontade de fazer. Mas, e se ela estiver mais interessada em ficar quietinha, em paz? "Os pais devem perguntar o que as crianças preferem fazer", diz a terapeuta familiar Ana Paula Garcia Luchi."Afinal, as férias são um tempo delas."

Os que puderem tirar folga no mesmo período, devem aproveitar para passar os dias com os filhos. Se em uma tarde a criança não quiser brincar na casa dos amiguinhos e preferir ficar deitada vendo TV, tudo bem. Assista junto, converse sobre o programa. Se ela quiser apenas correr, pular e brincar com o que tem em casa, tudo bem também. O bacana é ser uma chance de todos darem um tempo na correria do dia-a-dia. Quem sabe a família não descobre um outro jeito gostoso de ficar junto?

Rotina, sim

Relaxar da correria é importante, mas algumas regras precisam ser mantidas. Quanto menor a criança, menos ela deve se afastar da rotina de horários e obrigações, porque mais difícil será voltar depois. Tomar banho, escovar os dentes, almoçar direitinho: a criança pode até acordar e deitar mais tarde, mas nem por isso ficam de lado os cuidados com a nutrição e a higiene pessoal. Mostre a ela que tudo faz parte. E boas férias!

Jeanne Callegari, Soraia Gama e Thais Lazzeri (Revista Crescer).

DICAS DE BRINCADEIRAS PARA QUEM FICAR EM CASA NO RECESSO DE JULHO

PARA MODELAR: Para fazer massinha de modelar, misture, aos poucos, farinha de trigo, água e uma colher de sal. Mexa até a massa desgrudar da mão. Se quiser, pingue gotas de corante. Dica: guarde a massa embrulhada em filme plástico, para não endurecer.

ACAMPAR SEM SAIR DE CASA: Que tal acampar na sala ou no quintal de casa? Junte os amigos e faça uma cabana, que pode servir como castelo, casinha de boneca e o que mais você quiser. Pegue algumas vassouras, amarre-as na parte superior e coloque um tecido por cima. Pode ser um lençol, se sua mãe deixar, é claro. Outro jeito de fazer a cabana é juntar algumas cadeiras e colocar o tecido sobre elas ou sobre um dos lados do sofá. A diversão é garantida.

BIJUTERIA: Uma dica para meninas criativas: monte um lindo colar para você e suas amigas! Pegue uma linha ou um barbante, alguns macarrões de sopa (aqueles furadinhos) e tinta guache. Deixe os macarrões bem coloridos e depois passe-os pelo barbante. Você pode usar macarrões de diferentes tamanhos na sua biju. Use a imaginação!

PEGA-PEGA NO ESCURO: Para brincar de gato-mia, você e a turma devem estar em um lugar fechado e escuro. Alguém (vendado, para ficar ainda mais escuro) terá de procurar os amigos. Ao tocar em algum colega, quem está com a venda nos olhos deve dizer “gato-mia”. Aquele que foi achado imitará o miado de um gato, de forma que o vendado não descubra quem é. Se ele acertar quem miou, a pessoa identificada deve ser vendada e a brincadeira recomeça.

 

 

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Amiguinhos da onça

 

Pesquisa mostra que ofender colegas nem sempre é inofensivo.

Nada mais comum que zoar ou ser zoado na escola. Um pedido humilhante aqui, umas risadinhas maldosas ali, um empurrão, uma fofoca ou um "gelinho" da classe. Todo mundo já sofreu, testemunhou ou foi vítima de uma dessas "brincadeirinhas".

A novidade é que esse comportamento, considerado "normal" por alunos e por muitos professores, está longe de ser algo inocente. Quem batiza um colega de "bola" ou de "quatro olhos", para citar exemplos menos cruéis, não pensa em como tais apelidos podem magoá-lo, afetar sua auto-estima e seu rendimento escolar. Parece um exagero? Pois não é.

Isso é o que mostra uma pesquisa realizada pelo ibope a pedido da organização não-gorvenamental Abrapia (Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e à Adolescência).

Dos 5.482 alunos, da 5ª a 8ª série, de 11 escolas públicas e particulares do Rio de Janeiro que foram ouvidos na pesquisa, mais de 40,5% admitem ter praticado ou ter sido vítimas de "bullying" - palavra em inglês que é usada com o sentido de zoar, gozar, tiranizar, ameaçar, intimidar, humilhar, isolar, perseguir, ignorar, ofender, sacanear, bater, ferir, discriminar e, ufa, colocar apelidos do mal.

"O 'bullying' se caracteriza por agressões físicas ou morais repetitivas, o que configura uma situação "de abuso de poder", explica o médico Lauro Monteiro Filho, secretário-executivo da Abrapia.

Os dados da pesquisa mostram que dois em cada três alunos que sofreram esse tipo de agressão ficaram incomodados. As reações vão desde a raiva (22,2% dos casos) até a vontade de não ir mais pra a escola (2,8%).

Outra pesquisa, feita pela Universidade West England, no Reino unido, mostrou que um a cada cinco jovens de 15 anos cabula aulas porque sente-se inseguro quanto a sua aparência e não quer ser alvo da chacota dos colegas.

"O aluno que sofre 'bullying' passa a ter medo e a se isolar socialmente. Alguns começam a faltar às aulas, outros tentam mudar de escola. E há aqueles que, em casos extremos, tentam até mesmo o suicídio", alerta Monteiro.

Para ele, o desafio é convencer as escolas, os alunos e as famílias de que todos perdem ao não agir contra essa situação: "Até o aluno que pratica o "bullying" acaba sofrendo conseqüências, pois pode se tornar uma pessoa agressiva e com dificuldade de respeitar os colegas de trabalho e os familiares"

EXTREMOS

A prática de "bullying" começou a ser pesquisada na Europa quando foi descoberto que ela estava por trás de muitas tentativas de suicídios de adolescentes. Sem a atenção da escola ou dos pais - que, às vezes, acham as ofensas bobas demais para terem maiores conseqüências - o jovem recorria a uma medida desesperada.

Hoje, no reino Unido, por exemplo, há até leis "anti-bullying", que determinam que todas as escolas tenham políticas para evitar esse comportamento entre seus alunos.

Mas não é preciso cruzar o oceano para encontrar casos extremos. No Brasil, no início do ano, em Taiúva, iterior de São Paulo, o estudante Edmar Freitas, 18, se suicidou dentro da escola onde tinha estudado depois de disparar para todo o lado e ferir seis pessoas. Edmar era ridicularizado pelos colegas, que o chamavam de "gordinho". Depois de emagrecer para se livrar do estigma, ganhou novo apelido: "vinagre", já que os colegas insinuavam que havia tomado ácido para perder peso.

"Está na hora de aprendermos a diferença entre brincadeira e agressão. Brincadeira só acontece quando todos estão se divertindo. Quando uma parte se diverte e a outra se sente acuada ou humilhada, não é mais brincadeira, é violência", argumenta a psicóloga Lídia Aratangy, que mudou de uma escola na metade do ano por causa de um episódio de "bullying".

Seus colegas costumavam humilhá-la por ser judia e, numa certa aula, na hora da entrega da lição de casa, a professora reclamou que sua folha estava com "manchas de gordura", perguntando se, "por acaso, judeu tinha mania de fazer lição na cozinha". "Contei aos meus pais e, na semana seguinte, já estava em outra escola", lembra.]

NA SALA DE AULA

A pesquisa brasileira revelou que essas agressões ocorrem, em 59,8% dos casos, na sala de aula, ou seja, na frente do professor.

"Isso pode ser um indicador de que o professor acha essa situação normal ou de que não tem autoridade para diminui-la", afirma o médico Aramis Lopes Neto, coordenador da pesquisa.

Para educadores de colégios de São Paulo consultados pelo Folha-teen a prática não é frequente dentro da sala de aula.

Todos eles afirmam tomar medidas contra a discriminação e o preconceito, principalmente por meio de dinâmicas de grupo, nas quais os alunos são incentivados a expressar seus sentimentos.

"O aluno costuma se revoltar contra os "skinheads" e contra queimar índio. Mas mostramos a eles como isso começa perto quando eles mesmos são preconceituosos com os colegas", explica Caio Martins Costa, do Colégio Friburgo. Ele admite, no entanto, que o "bullying", muitas vezes, passa despercebido pelos professores, que o vêem ou como um comportamento normal ou como um tema que não é de sua competência.

Para dom Geraldo Gonzáles y Lima, vice-reitor do colégio Santo Américo, a intolerância, está crescendo nas escolas. "Cuidamos da inclusão dos que estão fora da escola, mas precisamos nos preocupar também com a exclusão daqueles que já estão aqui dentro."

A estudante Isabela, 13 - que já foi apelidada de "Isabola", mas pediu para que os colegas parassem com aquilo -, confirma o descuido de alguns professores. "Tem um menino da classe, que tem muitas espinhas e é o maior nerd, e a gente meio que exclui ele. Quando pegam pesado com ele na aula, existe professor que até ri junto com a gente, mas já aconteceu de um outro expulsar um aluno da sala por causa da brincadeira."

 

 

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Nem pais eternos vencedores, nem filhos eternos perdedores.

 

6 x 4 para os pais

Texto extraído do livro O amor humilde, Edições Paulinas.

 

Se a vida em família fosse um campeonato entre pais e filhos, um bom resultado seria: 6 x 4 para os pais.

Nem pais eternos vencedores nem filhos eternos perdedores.

Se, no fim do campeonato, se constatar que os pais venceram por pouco, os filhos se sentirão honrados por terem perdido para pessoas tão competentes; e os pais, felizes por vencerem quem os respeita.

Filhos ou pais derrotados são pessoas infelizes. Por isso, recorte o escore abaixo e prenda-o na parede de sua casa, para que nenhum dos lados esqueça o que é jogar junto o jogo da vida em família.

Pais 10 x 0: Duros, cruéis e prepotentes... Donos absolutos dos filhos.

Pais 9 x 1: Raramente dão liberdade. Marcação cerrada.

Pais 8 x 2: Começam a confiar, mas ainda com medo.

Pais 7 x 3: Admitem pedir desculpas e voltar atrás.

Pais 6 x 4: Vitoriosos com classe. Sabem quando pedir e quando exigir.

Pais 5 x 5: Liberais demais. Os filhos se acham no mesmo nível dos pais.

Filhos 6 x 4: A família começa a ir mal. Eles sempre conseguem o que querem.

Filhos 7 x 3: Mentem, enganam e os pais se calam mesmo sabendo que é errado.

Filhos 8 x 2: Aprontam, erguem a voz, desrespeitam e impões sua vontade.

Filhos 9 x 1: Há droga, violência e ingratidão em casa. Acabou o respeito.

Filhos 10 x 0: A família acabou. Os filhos derrotaram os pais.

Se em sua casa os filhos perdem o rumo. Nosso país precisa de mais escolas e mias colo! A escola mais importante e o colo mais gostoso ainda estão naquele templo que se chama lar!

 

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Pais, preciso de vocês!

 

Vocês ainda são muito importantes para mim.

Não é porque estou na 5ª série que não preciso mais de vocês. Pelo contrário estou confuso e assustado com tantas mudanças.

Não sei o que está acontecendo comigo: já não acho graça em algumas brincadeiras dos menores, mas ainda não entendo bem os maiores.
Fico nervoso e revoltado. Na escola quero fazer tudo direitinho mas, ainda confundo História com Geografia, Matemática é difícil, Português, cheio de regras, parece que tudo acontece rápido demais.

Ajudem-me a organizar meu tempo, Não quero que estudem por mim, mas gosto de sentir que estão por perto e se preocupam comigo. Ás vezes, não é de professor particular que eu preciso, mas sim da atenção de vocês para eu me sentir seguro.

Tenham paciência comigo. Esperem eu terminar minha explicação. Muitas vezes sei o que quero dizer, mas não encontro as palavras.
Eu sei e sinto que vocês se preocupam comigo e querem o melhor para mim, por isso vocês trabalham tanto, mas não quero e nem preciso de tantas coisas, o que eu desejo é maior convivência.

(Texto extraído do livro Amor , felicidades e Cia. de Içami Tiba )

 

 

 

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PAIS PRECISAM MOSTRAR QUE "AGÜENTAM O TRANCO".

 

Deixar o infância provoca o maio estranhamento. Tanto para os filhos na relação consigo mesmos, quanto para os pais na relação com eles. Ao se depararem com mudanças tão grandes no humor, nos modos, nas reações muito diferentes que os filhos apresentam diante de situações tão costumeiras para a família, muitos pais se perguntam o que aconteceu com a educação que praticaram durante tanto tempo com a maior dedicação e paciência, com os laços afetivos que cultivaram com todo amor e carinho, com o respeito que o filho tinha até então pelos valores familiares.

Uma mãe, com filhos entre 11 e 14 anos, chegou a dizer, numa dessas horas de desespero, que achava que tinha perdido tempo com os filhos, pois ela não enxergava um traço sequer de tudo o que havia ensinado. Nenhum pai ou mãe perde tempo algum dedicado aos filhos.

O que acontece, então, nessa fase? Os tais hormônios explicam toda essa transformação? Claro que as mudanças hormonais precipitam todo esse processo e participam dele, mas não são as únicas e maiores responsáveis por essa mutação que deixa os filhos muitas vezes irreconhecíveis para os pais. Acontece que há muito mais coisa em jogo.

A primeira delas, mesmo que não reconhecida com clareza pelos filhos, é justamente a perda dos pais. “Ah, como é bom ser criança”, dizem muitos, inclusive os que não tiveram uma infância lá muito boa. Na verdade, se há algo de bom na infância é o fato de Ter sempre os pais por perto na hora do aperto, do risco, do machucado, da decisão, da escolha. Ainda que só em pensamento. E mesmo que seja apenas para funcionar como norte a ser combatido com todas as forças. Mas é uma referência forte, um porto seguro, mesmo que ilusório. Com a entrada na adolescência, o filho intui que está perto, muito perto de se transformar em seu próprio pai, em sua própria mãe. Esse é um bom motivo para esse humor e essa braveza, não é?
E isso é fácil? Sabemos que não é. Pena que grande parte dos pais que passam por essa fase de encarar o filho adolescente não se lembre de resgatar na memória as aflições muitas vezes disfarçadas, por que passou nesse mesmo período. Por isso quem tem filhos nessa fase, em que eles se tornam malcriados, respondões, revoltados, mal-humorados, bravos e contrariados com tantas coisas aparentemente sem importância alguma, precisa permanecer a postos: o processo educativo e de acompanhamento ainda não acabou. Está, apenas, mudando de etapa.

A mãe de um garoto que atravessa essa turbulência contou que já está cansada de dizer ao filho o quanto fica chateada ao vê-lo se comportar assim. Isso é tudo de que os filhos não precisam. O adolescente precisa, isso sim, perceber que os pais aguentam o tranco que ele está provocando. Mais do que amparo e segurança, isso é lição de vida que ele irá aprender na prática, o que vale bem mais do que muitos discursos. Isso não significa que os pais devem ser condescendentes com os excessos que os filhos cometem. Claro que não. Devem continuar contendo sempre que preciso as manifestações exageradas para que eles terminem de aprender a conter-se por conta própria. Isso também ajudo o jovem a perceber que sua intervenção e seus atos podem ofender e/ou magoar as outras pessoas. Isso é o mais importante: que eles saibam agir com respeito ao outro e de acordo com as regras de convivência social, e não para agradar ou desagradar ás pessoas.
Fica mais fácil suportar essa turbulência toda se os pais aceitarem como inevitável a separação que está ocorrendo. Caso contrário, vão tirar do filho aquilo que ele está prestes a conquistar: a independência , a liberdade para escolher e experimentar o tipo de vida que quer levar. E isso não se conquista sem esforço, sem equívocos, sem sofrimento. Não é?

E–mail: roselys @ uol.com.br. Extraído do jornal :Folha de São Paulo”, caderno Equilíbrio, 05/09/02.

 

 

 

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Limites: “ingredientes” fundamentais na Educação de nossos filhos.

 

De início ela queria uma balinha. Nada mais justo. Só que na hora de comprar a menina extrapolou: queria a bala, o chocolate, o pirulito e o brinquedinho que a vendedora habilmente usou como apito para chamar sua atenção. Educadamente mamãe tentou negociar: levavam a bala, o chocolate e o pirulito, o apito ficava para outra ocasião. Só que a menina bateu o pé firme, queria porque queria o apito. A mãe ainda resistiu, até que a criança irrompeu no choro, que foi ficando cada vez mais alto e despertando a atenção de quem estava perto. Conclusão: passados alguns minutos, a criança saiu vitorioso. Como sempre aliás.

Por não saberem dizer “não” às crianças, os pais acabam criando pequenos seres todo-poderosos, verdadeiros tiranos que escravizam os adultos segundo suas vontades. Temendo palavras “trauma“, "castração” e “frustração” , os pais não apenas se abriram ao diálogo. Como acabaram se tornando vítimas dos filhos. Nos próprios colégios, onde antes a disciplinas era um dos critérios de avaliação, a necessidade de as crianças expressarem livremente sua criatividade foi exacerbada, em muitos casos, de forma errônea.
Segundo Tânia Zagury, as conquistas da geração pós - psicologia e Escola Nova são inquestionáveis, só que saímos de uma estrutura fechada, onde a criança não tinha direito ao diálogo nem á oportunidade de desenvolver a sua potencialidade, para um liberalismo, nas casas e nas escolas, que deixou a todos infelizes. “Inibidos pela carga de informação que receberam, os pais abandonaram o bom senso, a intuição e deixaram de estabelecer limites. Ë preciso deixar de lado a culpa e pensar exatamente o que se deseja para os filhos. A partir daí, basta fixar normas e agir em função disso. Necessário é que os adultos assumam seu papel de adultos, sem a obrigação de aturar tudo dos filhos.” – ensina.

Tânia Zagury exemplifica o que prega com histórias do dia a dia. Uma cena de tirania explícita que relata é o caso do casal que vai visitar uma amiga e assiste estupefato, durante dez minutos , seu filho de 10 anos lhe dando tapas no rosto até que, findo este tempo, voltando para as visitas, ele pergunta: “Vocês não vão embora, não? Não gosto de vocês.” O casal lembra que ficou ainda mais surpreso quando a mãe do garoto, passado o imobilismo inicial, começou a afirmar que seu filho era uma criança legal, razão pela qual o presenteava a cada Quinta-feira. Explicação que, até hoje, os ex - amigos dizem não Ter conseguido entender.

Será que a criança não estava pedindo um “não“, um limite? O tempo todo as crianças pedem: “Coloque um limite para eu Ter prazer, nem que seja por Ter limites para alguma coisa”. Entre o “criança não tem querer” dos nossos avós e o “Ë proibido proibir” dos nossos dias, a virtude está no meio-termo. Vale dizer “não”, sem maus – tratos, mas com firmeza. Cabe a você sentenciar o “não e não se fala mais nisso”.

 

 

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Os dez mandamentos do pai do bom estudante

 

Existem algumas regrinhas básicas para você que deseja ver seu filho transformado em um bom aluno, que não lhe dê problemas maiores (porque alguns, pequenos, sempre teremos!) em relação à escola e aos estudos. Talvez a maioria deles você já saiba, tenha intuído ou pratique, mas não custa nada relembrar, para nossa própria paz de espírito e para o bem dos nossos filhotes:

 O pai do bom estudante:

1.Vê a escola como aliada e não como oponente;
2. Na maioria absoluta das vezes é favorável às decisões que a escola toma e as apóia, porque sabe que a elegeu com cuidado para educar seu filho, após amplo estudo e avaliação quanto à sua competência, em suma não critica sem ouvir a escola antes;

3.Não tem pena dos filhos quando eles têm tarefas, pesquisas ou estudos para fazer; sabe que estudar, assim como trabalhar, só faz bem a crianças e jovens;
4. Supervisiona o trabalho e o estudo do filho, mas não faz as tarefas por ele, apenas orienta e explica o que ele lhe pergunta ou não entendeu; olha sempre a caderneta escolar ou a agenda, para estar a par, diariamente, das comunicações que a escola manda;

5. Sabe diferenciar com clareza situações em que os resultados positivos na escola são fruto de esforço ou quando os negativos se relacionam à falta de dedicação dos filhos; dessa forma, não culpa o colégio, nem ameaça trocar o filho de escola, quando sabe que, na verdade, ele não estudou nem se dedicou como deveria;
6. Incentiva os filhos com palavras e gestos de afeto, estímulo e compreensão, mesmo quando não tiram notas excelentes, pois percebe exatamente quando deram o máximo de si e quando não cumpriram a parte que lhes cabe; assim, não exigem mais do que eles podem dar, nem menos do que a capacidade deles permite;

7.Providencia o necessário (professor-explicador, dá ele próprio orientação, chama um parente para ajudar etc.) para que os filhos superem dificuldades que eventualmente surgem na vida dos estudantes, encarando-as com naturalidade, sem, no entanto, desistir, estigmatizar os filhos ou culpar de imediato os professores e a escola;

8.Não facilita nem permite faltas, atrasos ou "enforcamento" de aulas ou dias letivos sem motivo absolutamente justo (casos de doença, por exemplo);
9. Segue e faz os filhos seguirem o regulamento da escola, nunca estimulando ou desejando regras especiais para o seu filho, que reconhece como igual às demais crianças, com direitos e deveres; enfim, jamais dá a entender que pode, de alguma forma, "pressionar" a escola para que ela mude seus pressupostos e aja de acordo com o que considera ser de seu interesse pessoal;
10. Não pressiona nem ameaça a escola ou determinado professor quando alguma coisa inesperada ocorre (conceitos insuficientes, sanções etc.), porém averigua a situação real, sempre partindo do pressuposto de que os filhos estão em fase de formação e que uma boa escola é a melhor aliada da família na formação de cidadãos honestos, produtivos e bem-sucedidos.

 

 

 

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Escola não legisla sobre o individual

 

As escolas tomam determinadas atitudes em relação a seus alunos, e, muitas vezes, os pais não concordam com as medidas adotadas - em geral porque acham que o filho saiu prejudicado -, contestam e discutem com a direção e com os professores outras abordagens do problema.

Foi o que aconteceu com uma leitora. O assunto é ótimo porque permite que muitos pais reflitam sobre a maneira como se relacionam com as escolas de seus filhos, muitas vezes em prejuízo deles. Vamos lá. O garoto que frequenta a sétima série teve de faltar, por motivo justo, no dia em que teria de entregar um trabalho. A mãe mandou um bilhetinho - ah, esses malditos bilhetinhos que substituem o diálogo direto entre os professores e seus alunos! - em que avisava à professora do ocorrido e garantiu ao filho que ele não sairia prejudicado.
Pois bem: a mestra aceitou o motivo, mas, mesmo assim, deu um ponto negativo ao aluno. A mãe não concordou e conversou com a orientadora da turma, que ratificou a atitude da mestra. E está armado o impasse. De um lado a escola, do lado oposto a família. Não, esse tipo de relação não é uma parceria. A escola está absolutamente correta na atitude que tomou. Por quê? Porque não é papel da escola legislar sobre o individual. Ao contrário, cabe à escola a formação para a cidadania. Portanto ela deve trabalhar considerando o coletivo da classe, da turma, da série, da escola.

Quando ficam sensibilizados com a conseqüência ou a sanção com a qual o filho teve de arcar na escola, os pais pensam nos aspectos pessoais e individuais relacionados ao fato ocorrido, e isso é claro e compreensível. Justamente por esse motivo é que a escola tem papel fundamental na formação dos alunos: ela ensina as regras de convivência social e os valores éticos sociais na prática, na vivência dos alunos.

Foi esse o ensinamento que a escola passou ao filho de nossa leitora quando manteve o combinado com os alunos. Caso tivesse cedido, teria sido injusta com a classe toda. E não precisamos mais desse tipo de ensinamento que contempla o individual em prejuízo do coletivo, não é verdade?

Além disso, com essa atitude, a escola teve papel educativo importante: acompanhar o crescimento do aluno na experiência de viver por conta própria e saber reconhecer direitos, deveres, conseqüências dos atos e, principalmente, aprender que crescer significa fazer escolhas e arcar com elas.

A escola só não tem razão em uma questão, apontada pela leitora: ela diz que os professores costumam apontar os bons alunos como exemplo e humilhar os que não fazem as tarefas em dia etc. A escola não deve moralizar as atitudes de seus alunos. Os pais, sim, podem fazer isso. Mas a escola não. Nenhum aluno pode ser conceituado bom ou não pelas escolhas que faz ou tem de fazer. A escola deve apenas fazer os combinados, mantê-los e garantir sua aplicação. Sem julgamentos.

Um último comentário, motivado pelo comportamento de nossa leitora, tão comum entre os pais, que é ir freqüentemente à escola para intervir pelo filho. Talvez os pais possam contribuir um pouco mais com o crescimento dos filhos considerando a relação deles com a escola. Em vez de ir até a escola sempre que o filho reclamar de algo ou precisar de uma atenção especial, mesmo que tenha razão, é bem melhor encorajá-lo e orientá-lo sobre o que fazer ou falar do que fazer por ele. Agindo assim, apesar de bem-intencionados, os pais acabam contribuindo para a dependência dos filhos. E sempre é bom lembrar que a educação visa à autonomia, à independência, à liberdade possível de ser vivida em sociedade.

Fica para uma próxima conversa uma questão também importante a refletir: a atitude de pais que acreditam ter poder de consumidor na relação com a escola, e o tratamento de 'cliente' que muitas escolas dão aos pais. Só para aquecer a discussão que está por vir: educação não é consumo. Portanto não há cliente nessa relação.

 

 

 

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Acreditar que o filho nunca mente é ficção

 

Recebi um bilhete com comentários bem engraçados de uma professora encantada com seu trabalho e com mais de 15 anos de exercício da profissão no ensino fundamental em escolas particulares. Ela conta que tem refletido muito sobre o relacionamento que a escola estabelece com os pais dos alunos, inspirada pelos comentários feitos nesta coluna. A professora diz que, depois de muito relutar e resistir, acabou concordando que os pais são chamados pela escola para solucionar situações problemáticas criadas pelos alunos que demandam atitudes que são da alçada dos professores. Mas o que ela observou nos contatos que teve com os pais é de uma riqueza incrível, e vou aproveitar uma das frases que ela diz ouvir das mães quando se referem aos filhos: "Não, meu filho não mente. Nós temos uma relação muita aberta e sincera". E a professora arremata, irônica: "Sei".

Sim, essa professora sabe que essa tal relação aberta entre pais e filhos é uma ficção. Os filhos não conseguem dizer toda a verdade aos pais, contar tudo, mostrar-se como são longe das vistas deles. Faz parte do processo de aquisição da sua independência o filho testar um outro jeito de ser quando não está com os pais. Por isso pequenas mentiras, omissões e dissimulações fazem parte do jogo. Normal. O duro é saber que há pais que acreditam piamente em tudo o que o filho diz. Mais: que, se o filho não se abre em relação a determinado assunto, é porque não existe nada a ser dito porque não acontece nada. Senhores pais, é bom aceitar o fato de que o filho jamais será um livro aberto para vocês, por mais que vocês queiram. Afinal, a criança e o adolescente      têm o direito de fazer as coisas do próprio jeito, de experimentar viver por conta própria.

Mas será que ter essa crença muda algo no comportamento dos pais na educação que praticam com seus filhos? Pode parecer que não, mas muda muita coisa.

Em primeiro lugar, os pais que acham que podem confiar em tudo o que o filho diz ou deixa de dizer se acomodam com o que sabem - e com o que não sabem - e deixam de praticar a tutela necessária até que o filho atinja a maturidade e a autonomia para se proteger de si mesmo, do grupo e do ambiente.
Um exemplo? Os pais de uma garota de 13 anos levaram o maior susto quando foram surpreendidos por um telefonema da mãe de uma amiguinha pedindo que fossem buscar a filha porque ela estava totalmente alcoolizada. A surpresa dos pais veio do fato de a menina estar acostumada a festas na casa de vários amigos da escola. Na primeira vez, os pais perguntaram se iria haver bebida alcoólica, e a garota respondeu - é lógico - que não. Os pais, então, se aquietaram, mas não se esqueceram de avisar a filha de que ela não tinha ainda idade para freqüentar baladas regadas a álcool. Esses pais, muito ingênuos, acharam que podiam aceitar como fato verdadeiro a informação que a filha tinha dado. E deu no que deu.

Claro que os filhos, a partir dos sete anos, principalmente, inventaram pequenas mentiras com um objetivo simples: garantir o que querem. Em geral, essas mentiras não prejudicam ninguém, a não ser eles mesmos, que ainda não sabem avaliar o tamanho dos riscos que, muitas vezes, correm. Cabe aos pais checar determinadas situações para evitar surpresas desagradáveis e assumir o que os filhos ainda não têm condições de assumir.

Em segundo lugar, os pais que se relacionam com os filhos com base nessa tal relação aberta e sem segredos submetem os jovens a conversas constrangedoras e invasoras. Como os pais que, preocupados com a segurança e com a saúde do filho, perguntam se ele pratica o sexo e se usa preservativo. Os filhos precisam aprender o limite da intimidade! Só assim saberão proteger-se do olhar sempre atento dos outros e se preservar quando necessário.
Não dá para educar os filhos sem considerar que, a qualquer momento e de acordo com os interesses do momento, eles podem mentir, inventar, omitir, ter segredos. Mas é bom não exagerar na vigilância: eles só alcançam a almejada maturidade arcando com o que fazem e dizem.

Rosely Sayão é psicóloga, consultora em educação
e autora de "Sexo é Sexo" (ed. Companhia das Letras); e-mail: roselys@uol.com.br

 

 

 

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RODÍZIO DE ALUNOS DEIXA FAMÍLIA EM POLVOROSA

 

No início do ano, com a formação das novas turmas, a separação dos amigos costuma causar muita chiadeira por parte dos alunos.

Em geral, a primeira atitude do pai é bancar o onipotente, ir até a escola e pedir - ou exigir - que as coisas voltem a ser como antes. Mas mal sabe esse pai que a mudança só conta pontos a favor no processo de aprendizagem do filho.

Ajuda a tornar o adolescente mais independente e compreensivo, explicam especialistas da área de educação. Além de aprender a conviver com grupos diferentes, conseguindo fazer novas amizades mais facilmente, ele passa a entender desde cedo que a vida é recheada de mudanças. Mas isso não significa que enfrentá-las seja fácil.

"As crianças adaptam-se mais facilmente do que pensamos", confirma a psicanalista Miriam Debieux, especialista em crianças e adolescentes. Os pais é que geralmente não conseguem lidar com a angústia dos filhos. "Nem sempre todo sofrimento é algo negativo. Ajudar a lidar com a angústia faz parte da aprendizagem", diz Debieux.

Além disso, o esforço em estar sempre tentando proteger e poupar os filhos pode ser desfavorável em determinadas situações. "Nesse caso, a criança tem de resolver o problema sozinha. É um exemplo da maior ingerência dos pais na vida dos filhos", diz Rosely Sayão, psicóloga.

Atualmente, muitas escolas optam pelo rodízio anual. Segundo Elisa Maria Loureiro, diretora pedagógica da escola Pueri Domus, quando as turmas seguiam juntas por anos, os grupos ficavam fechados, e as panelinhas predominavam. "Cada criança assumia um papel permanente. Uma era a mais tímida; a outra, a mais boazinha; e a terceira ficava sendo eternamente a levada. As crianças não tinham chance de assumir outro papel", afirma.

COMO OS PAIS ANGUSTIADOS DEVEM AGIR

1. Não assuma as responsabilidades pela criança. Deixe-a resolver seu problema e fique atento para saber a hora certa de ajudar.

2. Deixe claro ao seu filho que mudança não é sinônimo de algo ruim.

3. Incentive as novas amizades.

4. Se o problema parecer grave, procure a escola.

5. Ajude seu filho a não perder contato com os antigos colegas. Eles continuarão a se encontrar nos intervalos, recreio, excursões etc.

6. Procure sempre observar o tipo de relacionamento que seu filho tem com os amigos. A amizade deve ser produtiva.

7. Pais de adolescentes devem saber que, nessa idade, as mudanças de turma são mais complicadas do que na infância. Os amigos têm um peso muito grande; é quando o grupo familiar é trocado pelo grupo de amigos.

POR QUE A MUDANÇA FAZ BEM À CRIANÇA

1. Ensina a convivência com grupos de pessoas diferentes daqueles com os quais ela já está acostumada.

2. Evita que ela incorpore e desempenhe papéis estigmatizados.

3. Incentiva sua independência e iniciativa; a conquista de novas amizades vai depender só dela, sem a ajuda do grupo ou dos pais.

4. Ensina a enfrentar as mudanças da vida, que são inevitáveis e repentinas.

5. Capacita a criança a lidar com frustrações e angústias e, assim, desenvolver uma personalidade mais sólida.

6. Estimula o aluno a buscar novos colegas com interesses comuns e também ensina como manter o contato com os antigos colegas.

 

ESTE TEXTO FOI EXTRAÍDO DE UMA REPORTAGEM DO SUPLEMENTO EQUILÍBRIO (1º DE FEVEREIRO DE 2001), PARTE INTEGRANTE DO JORNAL FOLHA DE S.PAULO.

 

 

 

 

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AS RAZÕES DA ALUNA QUE NÃO QUERIA BAGUNÇA

 

As salas de aula precisam de regras firmes

Flora tem 14 anos e freqüentou escola nos Estados Unidos por dois anos. Um dia, de volta para casa depois das aulas no colégio em que se matriculou aqui - agora já no ensino médio - , dirigiu um comentário muito interessante ao pai:

"Não sei como os alunos conseguem aprender alguma coisa com a bagunça que fazem durante a aula!" Não, ela não se referia à vitalidade entusiasmada dos adolescentes e, sim, à confusão barulhenta que, em geral, costumam fazer quando estão em sala de aula.

Assim, de cara, até aprece que ela resolveu dar uma e moralista e superior, criticando os colegas do alto de sua experiência escolar no Exterior. Mas, na verdade, Flora criticou mesmo foi a instituição escolar. Ela tocou num ponto bastante delicado para boa parte das escolas, que não sabe muito bem como administrar os comportamentos chamados inadequados de seus alunos. Mesmo sem se dar conta, Flora interrogou, atualmente, um dos maiores entraves ao trabalho pedagógico: a indisciplina escolar.

A discussão sobre o assunto não é recente e, em geral, escolas e famílias fazem uma boa parceria nessa hora: adoram trocar acusações. Os educadores escolares insistem em afirmar que boa parte da responsabilidade por esse comportamento é das famílias, e para justificar levantam uma série de argumentos quase convincentes; os pais, na defesa, fazem o mesmo. Mas ambos concordaram em alguns pontos. Acreditam, por exemplo, que os meios de comunicação, principalmente a Tv, influenciam os jovens para o lado negativo e que a sociedade atual banaliza a violência e estimula a impunidade. Enquanto a discussão se desenvolve por esse lado e emperra sempre nos mesmos pontos, a bagunça em sala de aula, como disse Flora, continua. Mas a escola não pode abrir mão de sua responsabilidade em relação à disciplina.

Para praticar uma educação democrática, os professores precisam fazer seus alunos conhecer as regras praticadas no espaço escolar - e isso vai além da informação - e entender o sentido delas, bem como explicitar com clareza os limites de tolerância na convivência. Como as transgressões ocorrerão, pois fazem parte do jogo democrático, é preciso também que haja mecanismos reguladores, até que os alunos possam, eles mesmos, desenvolver seus mecanismos e controles. Isso significa que a escola não pode ser indulgente com determinados comportamentos de seus alunos e deve exigir que cumpram suas responsabilidades. Como?

Bem, em primeiro lugar, é preciso que os professores ajam com coerência. Em segundo, que tenham disponibilidade para a reflexão permanente. Em terceiro, que não tenham receio de estabelecer os parâmetros com firmeza e aplicar, com justiça e sem moralismos, as sanções adequadas que se fizerem necessárias. Afinal, quantos cidadãos entregariam a declaração do Imposto de Renda na data-limite se não houvesse sanções previstas?

Rosely Sayão é diretora de conteúdo da revista Crescer.

 

 

 

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PAIS PRECISAM MANDAR?

 

Todos os pais sabem que a adolescência costuma ser uma fase especialmente conturbada. Para inquietação de muitos, esse período está mais longo hoje: há algumas décadas, o adolescente era o jovem com idade entre os 13 e os 18 anos; hoje, não é raro o comportamento adolescente ser observado em jovens dos 11 aos 20 anos.      Isso se dá porque as crianças se desenvolvem intelectualmente de forma mais precoce, pois os meios de sociabilização e comunicação, entre eles a televisão, fazem com que exercitem raciocínios e presenciem situações com as quais só tomariam contato mais tarde. Dessa forma, a conversa das crianças fica muito parecida com a dos adultos, nos assuntos e na linguagem.      Além da chegada antecipada da adolescência, alguns pais prolongam em demasia esse período, superprotegendo os filhos, não estabelecendo limites e, dessa forma, retardando o amadurecimento sadio do jovem.      Diante disso, é fundamental que os pais entendam que é preciso deixar de superproteger, de fazer todas as vontades do filho e dar-lhe tudo. É necessário entender que ter autoridade em relação ao filho é fundamental, não o deixando agir como bem entender nem tendo receio de dizer "não". É sabido que os filhos precisam de alguém que os oriente até a idade adulta, que passem padrões de comportamento discernindo entre o "certo" e o "errado".      O contrário pode deixar os filhos resistentes a aceitar limites e autoridade, e, o pior, nunca recebendo um "não", além de perderem a noção de ética, querem alongar a adolescência ao máximo, pois é confortável não terem qualquer responsabilidade.      Para estabelecer padrões que exijam dos filhos uma atitude responsável e ética, é imprescindível que haja um constante diálogo entre pais e filhos, apesar das dificuldades decorrentes da oposição natural do adolescente. Cabe aos pais tentar entendê-lo sempre, não desistindo do diálogo, estando atento às suas expectativas, e dando-lhe muito amor, pois nessa fase o adolescente está mais propenso a aceitar os valores do grupo de amigos do que os dos familiares.      Dizer "não" é também uma forma de os pais expressarem o amor que sentem pelo filho.      Os pais que, numa educação muito "liberal", excedem em concessões e omissões, fazem com que os filhos tendam a interpretar essa atitude como descaso e abandono.       Amor e limites devem caminhar juntos, para que o adolescente amadureça com equilíbrio.      Devemos lembrar que suprir as necessidades materiais é importante, mas suprir as necessidades emocionais é muito mais, pois as seqüelas eventualmente adquiridas requerem um trabalho muito grande para serem reparadas.

 

 

 

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RELAÇÕES FAMILIARES E TECNOLOGIA

 

Nestes dias de globalização, em que a televisão, a internet, os videogames são realidades presentes no cotidiano de uma parcela bastante significativa da população, a influência de tais recursos tecnológicos de comunicação abre espaço para a interatividade, pela qual os sujeitos participam, podendo interferir no sistema com suas ações, provocando reformulações no projeto original.

Neste cenário, não há justificativa para se deixar crianças e jovens expostos à influência absoluta dos meios de comunicação, com o que correm o risco, entre outros,  de se tornar expectadores passivos, egoístas, com atenção dispersa, sem concentração, presas fáceis da obesidade, do consumismo e da violência,  que trazem como resultado um baixo desempenho escolar, diminuição da comunicação familiar, aumento da atividade sexual precoce...

 Aspectos negativos como estes podem ser evitados ou combatidos mediante postura crítica e criativa dos pais, familiares e educadores que, numa posição realista, assumem que o ideal não é proibir totalmente a garotada de assistir televisão, jogar videogame e/ou conectar-se com a internet, e sim cultivar com este público uma relação de confiança, proximidade e cumplicidade, que possibilite, além da diminuição do tempo de exposição a tais recursos tecnológicos, um estreitamento de relações emocionais, com troca de experiências e possibilidade de diálogo sobre assuntos diversos, inclusive sobre o conteúdo de programas de TV, sites da internet, motivações e objetivos de diferentes jogos de videogames, etc, favorecendo a aprendizagem.

Dessa forma, os adultos estarão mais próximos de suas crianças e jovens, podendo apresentar-lhes outras possibilidades lúdicas e de lazer, com jogos, brinquedos e passeios que envolvam, também, atividade física e de interação com colegas de sua idade e com o meio ambiente, o que é fundamental para a construção de conceitos, de valores e o desenvolvimento adequado da personalidade.

Na medida em que se posicionam frente às instituições/emissoras/indústrias, enviando e-mails, telefonando, boicotando programas considerados inadequados, enfim, interagindo e exigindo a adequação dos programas/produtos a horários e faixas etárias atendidas, os adultos assumem a função de cidadãos conscientes, responsáveis, críticos e ativos, fazendo valer seu poder de público consumidor frente aos desafios da atualidade e, sobretudo, transformando recursos tecnológicos em aliados na formação e no desenvolvimento das novas gerações.

 Lembre-se: a presença dos pais na vida dos filhos é a melhor prevenção contra a violência, o consumismo, a desumanização.

             Joana Maria Rodrigues Di Santo, Psicopedagoga e Mestre em Educação.

 

 

 

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ESCOLHA O BRINQUEDO CERTO PARA CADA IDADE

 

Brinquedo ideal para os recém-nascidos: chocalhos, brinquedos musicais e mordedores são os mais apropriados.

Brinquedo ideal para bebê de 6 meses a 1 ano: brinquedos para martelar, empilhar e desmontar podem distrair a criança durante certo tempo, cubos que tenham guizos embutidos ou ilustrações, com copos ou caixas que se encaixam uns dentro dos outros e com brinquedos ou argolas empilháveis.

Brinquedo ideal para bebês de 2 a 3 anos: é a vez das bolas, mas é bom continuar incentivando a criança a desenvolver sua habilidade motora. Para isso, use muitos blocos e ajude-o a empilhá-los, encher os carrinhos com os blocos, equilibrar um em cima do outro.

Brinquedo ideal para crianças de 3 a 4 anos: triciclo ou com um grande carrinho de puxar, brinquedos de montar e desmontar mais complicados, blocos de tamanhos e formas diferentes, assim como jogos e quebra-cabeças simples.

Brinquedo ideal para crianças de 4 a 6 anos: dinheiro de brinquedo, caixa registradora, telefone, cidadezinhas, circos, fazendas, postos de gasolina e casas de boneca com móveis. Os meios de transporte também viram atração: caminhões, automóveis, aviões, trens, barcos e tratores.

Brinquedo ideal para crianças acima de 6 anos: Nessa etapa da infância, as possibilidades de brinquedos são infinitas: jogos de tabuleiro, bolinhas de gude, pipas, carros de corrida, trens elétricos, argila para modelar, pincel, brinquedos de mágica, artigos esportivos e como não podia faltar, bicicletas maiores com rodinha de apoio, patins, skate e tudo que possibilite se movimentar com confiança.

 

 

 

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ELEIÇÕES

 

É a forma pela qual as pessoas em uma sociedade escolhem politicamente candidatos ou partidos por meio do voto. No Brasil, as eleições são obrigatórias para os maiores de 18 anos e menores de 70 anos. Nem sempre foi assim,a história das eleições passou por muitos processos.

Para poder vivenciar a prática do voto, os alunos das turmas da professora Sandra, 1ª F/9, participaram de uma simulação de votação. Foram apresentados 3 candidatos virtuais e cada um apresentou suas propostas políticas. Após as apresentações, os alunos votaram.

A atividade proporcionou aos alunos, perceberem na prática como acontece o pleito eleitoral e discutirem sobre a responsabilidade de todas as pessoas na hora de escolherem os candidatos para prefeituras e câmaras.

Sandra Mara Ferreira Câmara

 

 

 

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SEXUALIDADE INFANTIL

 

A descoberta da sexualidade

Qual é o papai ou a mamãe que não ficam em uma saia justa quando seus pequenos começam a descobrir sua sexualidade?

Atitudes embaraçosas, perguntas constrangedoras...

Tudo isso faz parte do desenvolvimento saudável da criança desde que sem exageros.
É importante tentar perceber quando a criança está demonstrando uma curiosidade de acordo com sua idade ou sua vontade de conhecer mais está extremamente exagerada podendo configurar um transtorno.

Uma regra que vale sempre, não só no assunto sexualidade, mas em todos os momentos em que são questionados, é sempre dar respostas verdadeiras e diretas. Se uma criança pergunta como ela nasceu o papai ou mamãe podem responder: “No hospital. Você saiu da barriga da mamãe.” Se esta resposta for suficiente para a curiosidade a criança vai parar por aí. Se não foi certamente virá outra em seguida e mais outra até que ela obtenha uma resposta que satisfaça sua dúvida. O que não deve acontecer é querer dar uma aula de anatomia, relacionamentos e reprodução quando a pergunta é bem mais simples.
Quando os pais ficam absolutamente sem ação é melhor dizer a criança que não sabem a resposta, que vão pesquisar e depois dizer a ela, do que inventar uma resposta não verdadeira. Se ela não ficar satisfeita com a resposta, certamente irá buscá-la em outra fonte.

É preciso compreender que essa descoberta é saudável e importante para o desenvolvimento da sexualidade adulta sem traumas.

Por volta dos 3 anos, geralmente livres das fraldas, começam a ter curiosidade pelos seus órgãos, tocá-los e percebem que dá prazer. Então começam a perceber as diferenças entre meninos e meninas. Muitas dessas situações vão ocorrer e o que mais os pais e educadores devem estar atentos é às situações compulsivas e recorrentes.

É preciso passar a elas que essa descoberta é normal, dá prazer, não é “feia”. Da mesma forma que você precisa de privacidade para ir ao banheiro, outras atitudes também precisam. Como agir em uma situação como essa? Tanto pais como educadores devem fazer com que ela saiba lidar com sua descoberta e perceba que há hora e lugar para a exploração.

Quando a criança insiste em um comportamento em casa ou na escola, proponha a ela uma outra atividade. Um jogo, uma brincadeira fazendo com que ela perceba que aquele momento é inapropriado para sua “pesquisa”.
Ao largar as fraldas muitas das crianças têm um choque ao visualizar o amiguinho no banheiro e perceber que ele ou ela tem algo a mais ou a menos. É a chamada síndrome da castração segundo Freud. A menina pensa que lhe falta um pedaço ou ainda vai crescer. Os meninos por sua vez ficam horrorizados pensando o mesmo e achando que se aconteceu com elas pode também acontecer com eles. Por isso é importante mostrar a elas as diferenças. Deve-se passar uma mensagem clara para que não haja um problema de identificação sexual.

Por volta dos 5 anos aparece a curiosidade em explorar o corpo dos amigos. Ela está descobrindo o seu próprio corpo e o dos outros. Mais uma vez é importante perceber qual a conotação para ela. Crianças não têm uma visão erótica dessas manifestações. Essa idéia está no pensamento já estereotipado do adulto.

Troca de papéis

Meninos encantados pelas brincadeiras e brinquedos “de menina” ou vice-versa? Não é motivo para desespero.

Diferenças físicas, genéticas, hormonais, de interesse, de amadurecimento... Poderíamos enumerar milhares de diferenças entre meninos e meninas.
Muito se discute qual a carga genética e qual a participação do meio ambiente no comportamento das crianças.

Em um primeiro momento não há porque se desesperar quando o menino ou menina opta por brincadeiras normalmente preferidas do sexo oposto. Uma conclusão à priori só vem reforçar um raciocínio preconceituoso que imagina erroneamente que irá afetar a sua sexualidade na idade adulta.

Hoje, estamos presenciando uma confusão de papéis: família e escola têm trocado sistematicamente responsabilidades ora de um ora de outro. Ambas instituições são primordiais na formação do indivíduo, mas lembremos que os valores familiares são essenciais na formação da criança e esses são passados em atitudes mais do que em discursos.

Na formação da sexualidade não é diferente. A ligação afetiva da criança com seus pais começa no nascimento e evolui através da demonstração dessa afetividade com abraços, palavras doces, carinho, na hora do banho, da troca dentre inúmeros outros momentos de relacionamento muito próximo.
A criança que por um ou outro motivo foi privada desse contato pode ter dificuldade de se relacionar no futuro além de poder desenvolver problemas também na definição de sua própria sexualidade. Biologicamente falando, meninos identificam-se com os pais e meninas com as mães. Na ausência constante de um deles é necessário que haja uma pessoa próxima e íntima que assuma esse papel de modelo de tipificação.

Até o final da fase pré escolar não se pode ainda afirmar que a criança tem sua opção sexual definida. O fato de mostrar um interesse maior por algo tipicamente do outro sexo pode, na verdade significar que ela simplesmente, pela falta de um modelo freqüente de seu mesmo sexo, não sabe o que um menino ou menina de 4 anos faz? Que tipo de brincadeiras gosta? Como se comporta? Não que com isso queira traçar um padrão já que sabemos que ele não existe. A maior parte desses comportamentos acontece porque a criança não convive com o modelo do mesmo gênero. Essa identificação acontece quando a criança percebe-se pertencente a um sexo e não outro. O que ocorre normalmente no início da socialização e é reforçado primeiramente pelos pais e posteriormente escola e amigos.

“Segundo Stoller (1993), o núcleo da identidade de gênero vai resultar de 5 fatores:
1) de uma força biológica, originada na vida fetal e comumente genética em sua origem, compreendendo os cromossomos masculinos (XY) e femininos (XX);
2) da designação do sexo do bebê, na hora do nascimento, da observação dos órgãos genitais externos (pênis ou vagina) pelo médico e pais, e do convencimento destes pais desta designação;

3) da influência incessante desta designação por parte dos pais, principalmente pela mãe, e a interpretação destas percepções pelo bebê, o que Silva (1999) adequou a chamar de socialização, na qual a criança passa a internalizar as regras culturais;

4) dos fenômenos bio-psíquicos, que são os efeitos pós-natais precoces causados por padrões habituais de manejo do bebê, ou seja, estão relacionados a aprendizagem e diretamente relacionado com o item 3;
5) e do desenvolvimento do ego corporal, resultante das qualidades e quantidades de sensações, principalmente nos genitais, que define o corpo e as dimensões psíquicas do sexo da pessoa.”

O mais importante é fazer com que a criança possa ter experiências, das mais diversas com a figura masculina ou feminina, do mesmo gênero, preferencialmente o pai ou a mãe.

O transtorno de identidade pode ser caracterizado quando aparece na infância, antes da puberdade e caracteriza-se por um intenso sofrimento em pertencer a um sexo junto com o desejo de pertencer ao outro. Por isso deve-se ser muito cuidadoso ao se fazer um diagnóstico.

É preciso uma observação constante, longa e notar se a criança realmente pode apontar para um transtorno ou se ela não tem os modelos necessários para desenvolver seu gênero de uma forma habitual.
Karen Kaufmann Sacchetto

 

 

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VOCÊ SABE COMO SURGIU O DIA DO PROFESSOR?

 

O Dia do Professor é comemorado no dia 15 de outubro. Mas poucos sabem como e quando surgiu este costume no Brasil.

No dia 15 de outubro de 1827 (dia consagrado à educadora Santa Tereza D’Ávila), D. Pedro I baixou um Decreto Imperial que criou o Ensino Elementar no Brasil. Pelo decreto, “todas as cidades, vilas e lugarejos tivessem suas escolas de primeiras letras”.

Esse decreto falava de bastante coisa: descentralização do ensino, o salário dos professores, as matérias básicas que todos os alunos deveriam aprender e até como os professores deveriam ser contratados. A idéia, inovadora e revolucionária, teria sido ótima - caso tivesse sido cumprida.

Mas foi somente em 1947, 120 anos após o referido decreto, que ocorreu a primeira comemoração de um dia dedicado ao Professor.

Começou em São Paulo, em uma pequena escola no número 1520 da Rua Augusta, onde existia o Ginásio Caetano de Campos, conhecido como “Caetaninho”. O longo período letivo do segundo semestre ia de 01 de junho a 15 de dezembro, com apenas 10 dias de férias em todo este período. Quatro professores tiveram a idéia de organizar um dia de parada para se evitar a estafa – e também de congraçamento e análise de rumos para o restante do ano.

O professor Salomão Becker sugeriu que o encontro se desse no dia de 15 de outubro, data em que, na sua cidade natal, professores e alunos traziam doces de casa para uma pequena confraternização. Com os professores Alfredo Gomes, Antônio Pereira e Claudino Busko, a idéia estava lançada, para depois crescer e implantar-se por todo o Brasil.

A celebração, que se mostrou um sucesso, espalhou-se pela cidade e pelo país nos anos seguintes, até ser oficializada nacionalmente como feriado escolar pelo Decreto Federal 52.682, de 14 de outubro de 1963.

O Decreto definia a essência e razão do feriado: "Para comemorar condignamente o Dia do Professor, os estabelecimentos de ensino farão promover solenidades, em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna, fazendo participar os alunos e as famílias".

 

 

 

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HISTÓRIA DAS ELEIÇÕES NO BRASIL

 

Durante o Império, apenas 1% da população tinha condições de votar. Era necessário ter uma renda anual de 100 mil réis. O equivalente a possuir 25 quintais (1,5 tonelada) de mandioca. Só podiam eleger e ser eleitos homens livres, ou seja, além da limitação da renda, estavam excluídos os escravos e as mulheres.

Durante a República Velha, presidentes foram eleitos com mais de 90% dos votos. Era comum a inexistência de votos nulos ou brancos. O pequeno eleitorado e a fraude constante ajudavam os políticos da situação a bater recordes de "popularidade". Rodrigues Alves atingiu o ápice: 99% dos votos apurados na eleição presidencial de 1918. Não se viu coisa parecida nem na extinta União Soviética. Morde-se de inveja o eterno presidente de Cuba, Fidel Castro. Como nos regimes comunistas, não havia oposição. E quando havia, era massacrada nas urnas. As cédulas podiam ser manuscritas ou impressas em jornais. Ao eleitor bastava recortá-las, colocá-las em um envelope e depositá-las na urna.

O voto feminino, que só foi instituído em 1932, era reivindicação antiga, da época do império. As urnas viram votos de mulheres a partir de 1935, pouco antes de Getúlio Vargas fechar o Congresso e criar o Estado Novo, quando a eleição foi abolida do cotidiano dos brasileiros. Um golpe apeou Getúlio do poder. Ironicamente, Eurico Gaspar Dutra, ex-ministro de Vargas e seu candidato à eleição presidencial de 46, foi eleito com a maior votação, descontadas as aberrações da República Velha. Dutra chegou ao poder com 54,2% dos votos, façanha que ainda não se repetiu.

O maior período que os brasileiros passaram sem eleger diretamente um presidente foi de 29 anos, de 1960 a 1989. Mais de 70% dos eleitores que participaram da eleição presidencial de Fernando Collor em 1989 não podiam votar em 1960, quando Jânio Quadros foi eleito. Desde a eleição de 1989, o Brasil vive um período de liberdade política jamais visto. A constituição de 1988 aumentou o número de eleitores, permitindo que jovens entre 16 e 18 anos e analfabetos votassem, se quisessem, e tornou o voto facultativo para os idosos com mais de 70 anos.

 

 

 

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COMO SURGIU O DIA DAS CRIANÇAS?

 

A iniciativa de criar um dia especialmente dedicado às crianças foi do deputado federal Galdino do Valle Filho, ainda na década de 1920.

Depois de aprovada pelos deputados, o 12 de outubro foi oficializado como Dia da Criança pelo presidente Arthur Bernardes, por meio do decreto nº 4867, de 5 de novembro de 1924.

Mas a data só "pegou" mesmo em 1960, quando Eber Alfred Goldberg, diretor comercial da Fábrica de Brinquedos Estrela, fez uma promoção conjunta com a Johnson & Johnson para lançar a "Semana do Bebê Robusto".

Logo depois, as empresas decidiram criar a Semana da Criança, como meio de aumentar as vendas. Como a proposta surgiu no final de junho e os organizadores pretendiam fazer algo ainda naquele ano, o mês escolhido para a comemoração acabou sendo outubro. A idéia foi um êxito.
No ano seguinte, os fabricantes de brinquedos decidiram escolher um único dia para a promoção e "ressucitaram" o antigo decreto. A partir daí, o 12 de outubro se transformou em uma das datas mais importantes do ano para o setor de brinquedos.

 

 

 

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CRIANÇAS PRODÍGIO

 

Thomas Alva Edison (1847- 1931) - Apesar de só ter freqüentado a escola durante 3 meses durante toda a infância, o futuro criador da lâmpada e do fonógrafo já surpreendia técnicos com suas invenções e experimentos aos 10 anos de idade.

Louis Pasteur (1822-1895) - O famoso bacteriologista e químico francês, que dá nome ao processo que hoje conhecemos por pasteurização, descobriu uma fórmula prática de manipular ácidos quando tinha apenas 8 anos de idade.

Galileu Galilei (1564- 1642) - Matemático, astrônomo e físico, Galileu surpreendeu o mundo aos 17 anos com a lei de isocronismo do pêndulo, que diz que o tempo de oscilação de um objeto será sempre o mesmo, independente da amplitude da oscilação. O italiano também revolucionou a física quando, anos mais tarde, apresentou o Princípio da Inércia (aquele que afirma que um corpo tende a permanecer do jeito que está se não receber nenhuma influência externa).

Nicolau Copérnico (1473 – 1543)- Aos 5 anos, o astrônomo polonês já conhecia o nome de diversas estrelas. Anos depois,ele formularia sua teoria heliocêntrica, que colocou pela primeira vez o Sol como centro do sistema solar.

William Shakespeare (1554-1616) - Um dos mais conhecidos autores de todos os tempos, Shakespeare já ocupava o cargo de maior dramaturgo da Inglaterra quando tinha apenas 12 anos.

Johann Wolfgang Von Goethe (1749-1832) - Autor de "Os Sofrimentos do Jovem Werther", o alemão Goethe já escrevia em 6 idiomas aos 15 anos.

Ludwig Van Beethoven (1770-1827) - Com 6 anos, o autor da 9ª Sinfonia já dava concertos musicais ao piano.

Gerhard Armaner Hansen (1841-1912) - Médico norueguês, o descobridor do bacilo da lepra já era bacteriologista aos 12 anos.

 

 

 

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