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 Reunião de Pais

 

2011

 

I REUNIÃO DE PAIS 2º BIMESTRE/2011 - INFORMAÇÕES

 

Pauta de Reunião - 2° Bimestre

 

II REUNIÃO DE PAIS 1º BIMESTRE/2011 - INFORMAÇÕES

Resumo Reunião 02/11 Fundamental II E Ensino Médio

Resumo Reunião 02/11 Ed.Infantil e Fundamental I

Entendo Melhor a Alfabetização - 1º e 2º ano

 

 

 

Pauta de Reunião - 2° Bimestre

 

1 - Agradecimento aos pais que prestigiaram a apresentação dos filhos na Festa Julina

2 - A falta do habito de estudo dos alunos

3 - Não há interesse em vir tirar as dúvidas nos plantões que são oferecidos gratuitamente

4 - Falta de apoio dos pais para envolvermos os alunos no estudo, a única preocupação no final do bimestre é com a nota e não com o aprendizado

5 - Orientação dos pais quanto a atitudes que põe em risco a segurança do aluno

6 - Falta de controle sobre o que os alunos estão assistindo na TV ou acessando na internet

7 - Vocabulário vulgar e agressivo que estão usando às vezes sem noção do significado

8 – Provão, Calendário, Agenda, Provas, Atividades e Reuniões

9 - Acompanhamento das lições de casa e assinatura e leitura das agendas

10 – Horário de Entrada e Saída e Uniforme

11 – Violência

12 – Regras do Colégio: sua importância na vida e formação do aluno, por quê as leis e regras existem?

12 - Texto: A importância da família no processo de educar

 

A importância da família no processo de educar

 A mim me dá pena e preocupação quando convivo com famílias que experimentam a “tirania da liberdade” em que as crianças podem tudo: gritam, riscam as paredes, ameaçam as visitas em face da autoridade complacente dos pais que se pensam ainda campeões da liberdade. (PAULO FREIRE, 2000: 29)  

A sociedade moderna vive uma crise de valores éticos e morais sem precedentes. Essa é uma constatação que nada tem de original, pois todos a estão percebendo e vivenciando de alguma maneira. O fato de ser uma professora a fazer essa constatação também não é nenhuma surpresa, pois é na escola que essa crise acaba, muitas vezes, ficando em maior evidência.

Nunca na escola se discutiu tanto quanto hoje assuntos como falta de limites, desrespeito na sala de aula e desmotivação dos alunos. Nunca se observou tantos professores cansados, estressados e, muitas vezes, doentes física e mentalmente. Nunca os sentimentos de impotência e frustração estiveram tão marcantemente presentes na vida escolar.

Para Esteve (1999), toda essa situação tem relação com uma acelerada mudança no contexto social. Segundo ele,

Nosso sistema educacional, rapidamente massificado nas últimas décadas, ainda não dispõe de uma capacidade de reação para atender às novas demandas sociais. Quando consegue atender a uma exigência reivindicada imperativamente pela sociedade, o faz com tanta lentidão que, então, as demandas sociais já são outras (1999: 13).

Por essa razão, dentro das escolas as discussões que procuram compreender esse quadro tão complexo e, muitas vezes, caótico, no qual a educação se encontra mergulhada, são cada vez mais freqüentes. Professores debatem formas de tentar superar todas essas dificuldades e conflitos, pois percebem que se nada for feito em breve não se conseguirá mais ensinar e educar. Entretanto, observa-se que, até o momento, essas discussões vêm sendo realizadas apenas dentro do âmbito da escola, basicamente envolvendo direções, coordenações e grupos de professores. Em outras palavras, a escola vem, gradativamente, assumindo a maior parte da responsabilidade pelas situações de conflito que nela são observadas.

Assim, procura-se em novas metodologias de trabalho, por exemplo, as soluções para esses problemas. Computadores e programas de última geração, projetos multi e interdisciplinares de todos os tipos e para todos os gostos, avaliações participativas, enfim uma infinidade de propostas e atividades visando a, principalmente, atrair os alunos para os bancos escolares. Não é mais suficiente a idéia de uma escola na qual o individuo ingressa para aprender e conhecer. Agora a escola deve também entreter.

No entanto, apesar das diferentes metodologias hoje utilizadas, os problemas continuam, ou melhor, se agravam cada vez mais, pois além do conhecimento em si estar sendo comprometido irremediavelmente, os aspectos comportamentais não têm melhorado. Ao contrário. Em sala de aula, a indisciplina e a falta de respeito só têm aumentado, obrigando os professores a, muitas vezes, assumir atitudes autoritárias e disciplinadoras. Para ensinar o mínimo, está sendo necessário, antes de tudo, disciplinar, impor limites e, principalmente, dizer não.

A questão que se impõem é: até quando a escola sozinha conseguirá levar adiante essa tarefa? Ou melhor, até quando a escola vai continuar assumindo isoladamente a responsabilidade de educar?

São questões que merecem, por parte de todos os envolvidos, uma reflexão, não só mais profunda, mas também mais crítica. É, portanto, necessário refletir sobre os papéis que devem desempenhar nesse processo a escola e, conseqüentemente, os professores, mas também não se pode continuar ignorando a importância fundamental da família na formação e educação de crianças e adolescentes.

Voltando a analisar a sociedade moderna, observa-se que uma das mudanças mais significativas é a forma como a família atualmente se encontra estruturada. Aquela família tradicional, constituída de pai, mãe e filhos tornou-se uma raridade. Atualmente, existem famílias dentro de famílias. Com as separações e os novos casamentos, aquele núcleo familiar mais tradicional tem dado lugar a diferentes famílias vivendo sob o mesmo teto. Esses novos contextos familiares geram, muitas vezes, uma sensação de insegurança e até mesmo de abandono, pois a idéia de um pai e de uma mãe cuidadores dá lugar a diferentes pais e mães “gerenciadores” de filhos que nem sempre são seus.

Além disso, essa mesma sociedade tem exigido, por diferentes motivos, que pais e mães assumam posições cada vez mais competitivas no mercado de trabalho. Então, enquanto que, antigamente, as funções exercidas dentro da família eram bem definidas, hoje pai e mãe, além de assumirem diferentes papéis, conforme as circunstâncias saem todos os dias para suas atividades profissionais. Assim, observa-se que, em muitos casos, crianças e adolescentes acabam ficando aos cuidados de parentes (avós, tios), estranhos (empregados) ou das chamadas babás eletrônicas, como a TV e a Internet, vendo seus pais somente à noite.

Toda essa situação acaba gerando uma série de sentimentos conflitantes, não só entre pais e filhos, mas também entre os próprios pais. E um dos sentimentos mais comuns entre estes é o de culpa. É ela que, na maioria das vezes, impede um pai ou uma mãe de dizer não às exigências de seus filhos. É ela que faz um pai dar a seu filho tudo o que ele deseja, pensando que assim poderá compensar a sua ausência. É a culpa que faz uma mãe não avaliar corretamente as atitudes de seu filho, pois isso poderá significar que ela não esteve suficientemente presente para corrigi-las.

Enfim, é a culpa de não estar presente de forma efetiva e construtiva na vida de seus filhos que faz, muitas vezes, um pai ou uma mãe ignorarem o que se passa com eles. Assim, muitos pais e mães acabam tornando-se reféns de seus próprios filhos. Com receio de contrariá-los, reforçam atitudes inadequadas e, com isso, prejudicam o seu desenvolvimento, não só intelectual, mas também, mental e emocional.

Esses conflitos acabam agravando-se quando a escola tenta intervir. Ocorre que muitos pais, por todos os problemas já citados, delegam responsabilidades à escola, mas não aceitam com tranqüilidade quando essa mesma escola exerce o papel que deveria ser deles. Em outras palavras,

[...] os pais que não têm condições emocionais de suportar a sua parcela de responsabilidade, ou culpa, pelo mau rendimento escolar, ou algum transtorno de conduta do filho, farão de tudo, para encontrar argumentos e pinçar fatos, a fim de imputar aos professores que reprovaram o aluno, ou à escola como um todo, a total responsabilidade pelo fracasso do filho (ZIMERMAN apud BOSSOLS, 2003: 14).

Assim, observa-se que, em muitos casos a escola (e seus professores) acaba sendo sistematicamente desautorizada quando, na tentativa de educar, procura estabelecer limites e responsabilidades. O resultado desses sucessivos embates é que essas crianças e adolescentes acabam tornando-se testemunhas de um absurdo e infrutífero cabo-de-guerra, entre a sua escola e a sua família. E a situação pode assumir uma maior complexidade porque, conforme também explica Zimerman, “o próprio aluno, que não suporte reconhecer a responsabilidade por suas falhas, fará um sutil jogo de intrigas que predisponha os pais contra os professores e a escola” (apud BOSSOLS, 2003: 14).

Entretanto, é importante compreender que, apesar de todas as situações aqui expostas, o objetivo não é o de condenar ou julgar. Está-se apenas demonstrando que, ao longo dos anos, gradativamente a família, por força das circunstâncias já descritas, tem transferido para a escola a tarefa de formar e educar. Entretanto, essa situação não mais se sustenta. É preciso trazer, o mais rápido possível, a família para dentro da escola. É preciso que ela passe a colaborar de forma mais efetiva com o processo de educar. É preciso, portanto, compartilhar responsabilidades e não transferi-las.

É dentro desse espírito de compartilhar que não se pode deixar de citar a iniciativa do MEC, que instituiu a data de 24 de abril como o Dia Nacional da Família na Escola. Nesse dia, todas as escolas são estimuladas a convidar os familiares dos alunos para participar de suas atividades educativas, pois segundo declaração do ex-Ministro da Educação Paulo Renato Souza "quando os pais se envolvem na educação dos filhos, eles aprendem mais".

A família deve, portanto, se esforçar em estar presente em todos os momentos da vida de seus filhos. Presença que implica envolvimento, comprometimento e colaboração. Deve estar atenta a dificuldades não só cognitivas, mas também comportamentais. Deve estar pronta para intervir da melhor maneira possível, visando sempre o bem de seus filhos, mesmo que isso signifique dizer sucessivos “nãos” às suas exigências. Em outros termos, a família deve ser o espaço indispensável para garantir a sobrevivência e a proteção integral dos filhos e demais membros, independentemente do arranjo familiar ou da forma como se vêm estruturando (KALOUSTIAN, 1988).

Educar, portanto, não é uma tarefa fácil, exige muito esforço, paciência e tranqüilidade. Exige saber ouvir, mas também fazer calar quando é preciso educar. O medo de magoar ou decepcionar deve ser substituído pela certeza de que o amor também se demonstra sendo firme no estabelecimento de limites e responsabilidades. Deve-se fazer ver às crianças e jovens que direitos vêm acompanhados de deveres e para ser respeitado, deve-se também respeitar.

No entanto, para não tornar essa discussão por demais simplista, é importante, entender, que quando se trata de educar não existem fórmulas ou receitas prontas, assim como não se encontra, em lugar algum, soluções milagrosas para toda essa problemática. Como já foi dito, educar não é uma tarefa fácil; ao contrário, é uma tarefa extremamente complexa. E talvez o que esteja tornando toda essa situação ainda mais difícil seja o fato de a sociedade moderna estar vivendo um momento de mudanças extremamente significativas.

Segundo Paulo Freire: “A mudança é uma constatação natural da cultura e da história. O que ocorre é que há etapas, nas culturas, em que as mudanças se dão de maneira acelerada. É o que se verifica hoje. As revoluções tecnológicas encurtam o tempo entre uma e outra mudança” (2000: 30). Em outras palavras, está-se vivendo, em um pequeno intervalo de tempo, um período de grandes transformações, muitas delas difíceis de serem aceitas ou compreendidas. E dentro dessa conjuntura está a família e a escola. Ambas tentando encontrar caminhos em meio a esse emaranhado de escolhas, que esses novos contextos, sociais, econômicos e culturais, nos impõem.

Para finalizar esse texto é importante fazer algumas considerações que, se não trazem soluções definitivas, podem apontar caminhos para futuras reflexões. Assim, é preciso compreender, por exemplo, que no momento em que escola e família conseguirem estabelecer um acordo na forma como irão educar suas crianças e adolescentes, muitos dos conflitos hoje observados em sala de aula serão paulatinamente superados. No entanto, para que isso possa ocorrer é necessário que a família realmente participe da vida escolar de seus filhos. Pais e mães devem comparecer à escola não apenas para entrega de avaliações ou quando a situação já estiver fora de controle. O comparecimento e o envolvimento devem ser permanentes e, acima de tudo, construtivos, para que a criança e o jovem possam se sentir amparados, acolhidos e amados. E, do mesmo modo, deve-se lutar para que pais e escola estejam em completa sintonia em suas atitudes, já que seus objetivos são os mesmos. Devem, portanto, compartilhar de um mesmo ideal, pois só assim realmente estarão formando e educando, superando conflitos e dificuldades que tanto vêm angustiando os professores, como também pais e os próprios alunos.

 

 

II REUNIÃO DE PAIS 1º BIMESTRE/2011 - INFORMAÇÕES

 

Pauta da Reunião de Pais e Mestres - 18/04/11

- Educação Infantil:

      - Verificar a agenda diariamente

      - Verificar diariamente as condições do material de higiene pessoal, que devem estar sempre limpos e secos

 

- Ensino Fundamental e Médio:

       - Verificar e acompanhar a agenda e a apostila do aluno

       - Verificar horário de aulas e orientar o aluno para organização do material necessário

       - Não permitir que os filhos tragam para a aula materiais eletrônicos não pertinentes as aulas, tais como: celulares, games, etc. A escola é primeiramente um local para estudo.

       - Não trazer outros materiais que dispersem atenção e provocam brigas de riscos a saúde, tais como: lacinhos, brinquedinhos, adesivos, canetinhas, etc.

       - Verificar o horário de dormir dos filhos, pois muitos alunos chegam contando o que fizeram até de madrugada e depois dormem durante as aulas, prejudicando seu próprio aprendizado.

       - Não permitir que os alunos saiam para escola sem uniforme, pois não é permitida a entrada sem o mesmo. Lembramos que a questão segurança é um dos itens que estão primeiro lugar.

       -  Freqüentar a escola nos horários estipulados para aulas, plantões e cursos extras, cumprindo os mesmos, tanto para entrada quanto para saída. A organização interna do Colégio depende do cumprimento destes itens.

 

 

A Direção

Colégio Alma Mater

18/04/11

 

Dicas para os Pais

Percebendo que muitos pais têm dificuldade em coordenar e acompanhar o desempenho dos filhos, seus estudos, ao mesmo tempo fazer com que o processo de estudo faça parte de seu dia-a-dia e que seja independente, seguem algumas dicas de procedimentos em casa que podem ajudar nestas questões:

- Os pais devem criar instrumentos de controle sobre os trabalhos dos filhos. Uma das maneiras de conseguir isto cobrar dele que coloque a data nas atividades das apostilas para que vocês saiba qual o conteúdo que o professor abordou no dia em cada disciplina.

- É comum em determinadas faixas etárias os alunos esperarem a desatenção dos pais, no mundo atual, com a correria dos nossos dias, é comum ocorrer e por isso devemos nos policiar e fazer deste acompanhamento um hábito diário, um momento de troca de informações sobre o dia do filho, o que aprendeu, quais os assuntos mais interessantes, se encontrou alguma dificuldade. Assim será possível analisar, inclusive o que ele deverá estudar ou reler em casa.

- Para o controle de atividades e que seja possível lembrar tudo o que foi estudado e solicitado, é preciso anotar diariamente na agenda o registro de todas as aulas, todos os dias:

19/04/11
1ª aula Matemática- exercícios apostila pag......
2ª aula Matemática- correção na lousa dos exercícios   Prova; dia 22/04
3ª aula História- Escravidão na atualidade - Filme ...............  Relatório do filme para 25/04
4ª aula Português - Produção de texto
5ª aula Educação Física- Fundamentos e vôlei...etc

- Faça um calendário com quadrados em cada data (existem vários modelos prontos na internet) para anotar os compromissos, e afixe em lugar visível para não esquecer. Sempre que ele cumprir um trabalho, exercício ou lição deve fazer um visto no calendário e os pais podem pedir para ver o que foi feito. É interessante também, pois poderá analisar o que o aluno fez, antes da entrega.

- Combine com o aluno um horário para estudar todos os dias. Neste horário ele deve completar, o que faltou terminar em aula, as lições de casa, os trabalhos solicitados e se não houver nada pendente, reler textos trabalhados no dia, refazer exercícios de matemática ou equivalentes, assim por diante.


Esta rotina deve ser diária, e os pais ou responsáveis devem verificar isto todos os dias, sempre deixando uma rubrica. Isto faz com que o aluno perceba o interesse constante de seus pais e que mesmo não podendo estarem juntos o tempo inteiro, como acontecia antigamente, estão acompanhando de perto tudo o que acontece com ele.

 
Dagmar Waizer Katayama - Diretora Colégio Alma Mater (Professora Pedagoga e Supervisora de Ensino Aposentada)

 

 

1 – Dar aos filhos o seu Sr, suas histórias, suas experiências, seu tempo. (o exemplo, o perdão, respeitar a individualidade de seu filho mas não deixar que ele seja individualista).

2 – Alimentar não somente o físico, mas a emoção e o intelectual de seus filhos, não adianta ter dentre bonitos e limpos e uma mente perturbada, suja com pensamentos de medo, dor, revolta, etc.

3 – Ensinar os filhos a pensar e refletir sobre seus erros, não criticar, corrigir. Nossos filhos não são máquinas para ditarmos: “faça isso, ou faça aquilo”; cada jovem é um mundo a ser explorado, devem sempre saber o por quê das coisas, incentivar a criança a admirar o belo, a natureza, exercitar a paciência, levar seu filho a admirá-lo.

4 – Devemos prepara as crianças para as derrotas, educando sua sensibilidade.

“A vida é um contrato de risco”:

- Pais que não têm coragem de reconhecer seus erros nunca ensinarão seus filhos a enfrentar seus próprios erros e a crescer com eles.

- Pais que admitem que estão sempre certos nunca ensinarão seus filhos a transcender seus fracassos.

- Pais que não pedem desculpas nunca ensinarão seus filhos a lidar com a arrogância.

- Pais que não revelam seus temores terão sempre dificuldade de ensinar seus filhos a ver nas perdas oportunidades para serem mais fortes e experientes.

A capacidade de reclamar é o adubo da miséria emocional e a capacidade de agradecer é o combustível da felicidade.

Levar os filhos a encontrar os grandes motivos para serem felizes nas pequenas coisas. Felicidade é treinamento.

Leve os jovens a enxergar os singelos momentos, a força que surge nas pedras, a segurança que brota no caos, a grandeza que emana dos pequenos gestos. As montanhas são formadas por ocultos grãos de areia.

5 – Devemos dialogar com nossos filhos, não conversar; dialogar é falar sobre o mundo que somos, conversar é falar sobre o mundo em que vivemos.

Devemos ser amigos de nossos filhos, seu comportamento denuncia o que esperam de nós.

O toque e o diálogo são mágicos, criam uma esfera de solidariedade, enriquecem a emoção e resgatam o sentido da vida.

6 – Seja criativo, retire das coisas mais simples belíssimas lições de vida, conte histórias, cative seus filhos pela sua inteligência e efetividade, não pela sua autoridade, dinheiro ou poder. O termômetro para saber se vocês são agradáveis, indiferentes ou insuportáveis é a imagem que seus amigos têm de vocês.

Ensine muito, falando pouco, surpreenda seu filho, veja o exemplo de Jesus.

7 – Nunca desistir de nossos filhos, aprender a dizer não, colocar limites pois criança que não respeitam seus pais não respeitam ninguém.

Depois de dizer o não, não podemos ceder às chantagens, deixar claro quais são os pontos a serem negociados e quais são os limites inegociáveis.

 

Colégio Alma Mater

 

Antigas Reuniões

O Colégio Alma Mater e sua metodologia de ensino

A função educativa dos pais

Educando os filhos para a vida, deles

Palmada Ensina?

Sobre a Lição de Casa: conversando com os pais

 

 

 

 

 

 

 

 

RESUMO REUNIÃO 02/11 FUNDAMENTAL II E ENSINO MÉDIO

 

- Horário de entrada:            Manhã:            7h30 - Tarde:  13h30

O portão será fechado assim que os alunos subirem para as salas. Após fechado o portão não será permitida a entrada do aluno que deverá retornar para casa.

Nos casos excepcionais o responsável deverá comparecer com o aluno, solicitar e justificar por escrito na secretaria a entrada posterior. 

 

- Uso de uniforme:

O aluno não poderá entrar nas dependências da escola sem uniforme.

Os alunos novos que ainda não tiveram seus uniformes entregues terão até dia 01 de março de 2011 para providenciar. Até esta data devem trajar camiseta e calça jeans. Outros trajes não são permitidos, devendo o aluno retornar para a casa e trocar de roupa.

 

- Uso de celular e/ou equipamentos eletrônicos e seus acessórios:

De acordo com a legislação vigente não é permitido seu uso nas dependências da escola. Os alunos que necessitarem portar o aparelho deverão mantê-lo desligado dentro da mochila até sair do colégio. A não observação da norma acarretará o recolhimento do aparelho para posterior retirada pelo responsável legal na Direção.

 

- Regimento e Normas Escolares:

A não observância do Regimento e das Normas Escolares, que estão disponíveis para consulta no site, no quadro de avisos e na secretaria; acarretará a imediata suspensão dos benefícios/bolsas oferecidos pelo Colégio.

 

- Calendário Escolar – está no site

 

- Reunião de Pais

1º Bimestre: 18 de Abril de 2011 – Manhã: 07:30/09:00 – Tarde: 13:30/15:00

2º Bimestre: 08 de Julho de 2011 – Manhã: 07:30/09:00 – Tarde: 13:30/15:00

3º Bimestre: 04 de Outubro de 2011 – Manhã: 07:30/09:00 – Tarde: 13:30/15:00

4º Bimestre: 12 de Dezembro de 2011 – Manhã: 07:30/09:00 – Tarde: 13:30/15:00

Haverá aula normal após o período de Reunião. Os alunos da manhã entrarão às 09:10 e os alunos da tarde às 15:10.

 

- Inscrição para Conselho de Escola

Será escolhido 1 representante por série. Os pais interessados devem realizar a inscrição na secretaria (telefone ou pessoalmente), no horário das 15:00 às 18:00 horas, até o dia 11/02/11.

 

- Critério de Avaliação

CRITÉRIO DE AVALIAÇÃO BIMESTRAL

MÉDIA I

PROVAS E SIMULADOS

MÉDIA II

SEMINÁRIOS/PESQUISAS

MÉDIA III

ATIVIDADES EXTRAS

MÉDIA IV

APOSTILAS

MÉDIA FINAL

(MÉDIA I + MÉDIA II + MÉDIA III – MÉDIA IV) DIVIDIDO POR 4

EQUIPE PEDAGÓGICA

 

 

 

 

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RESUMO REUNIÃO 02/11 ED.INFANTIL E FUNDAMENTAL I

 

- Horário:           

 

Ensino

MANHÃ

TARDE

Entrada

Saída

Entrada

Saída

Educação Infantil

07:30

11:30

13:30

17:30

Ensino Fundamental

07:30

11:50

13:30

17:50

O portão será fechado assim que os alunos subirem para as salas. Após fechado o portão não será permitida a entrada do aluno que deverá retornar para casa. Nos casos excepcionais o responsável deverá comparecer com o aluno, solicitar e justificar por escrito na secretaria a entrada posterior.

Lembramos que os alunos da Educação Infantil e Fundamental I tem noção de tempo diferente, sendo assim, evitem atrasos no horário de saída e caso ocorra, entrar em contato com a secretaria do Colégio. 

 

- Uso de uniforme:

O aluno não poderá entrar nas dependências da escola sem uniforme.

Os alunos novos que ainda não tiveram seus uniformes entregues terão até dia 01 de março de 2011 para providenciar. Até esta data devem trajar camiseta e calça jeans. Outros trajes não são permitidos, devendo o aluno retornar para a casa e trocar de roupa. Todos os alunos devem utilizar tênis, por questões de segurança. Não calçar sandálias, crocs ou afins,

 

- Uso de celular e/ou equipamentos eletrônicos e seus acessórios:

De acordo com a legislação vigente não é permitido seu uso nas dependências da escola. Os alunos que necessitarem portar o aparelho deverão mantê-lo desligado dentro da mochila até sair do colégio. A não observação da norma acarretará o recolhimento do aparelho para posterior retirada pelo responsável legal na Direção. Os brinquedos serão liberados de acordo com cada professor e turma, em comunicado a ser enviado na agenda.

 

- Regimento e Normas Escolares:

A não observância do Regimento e das Normas Escolares, que estão disponíveis para consulta no site, no quadro de avisos e na secretaria; acarretará a imediata suspensão dos benefícios/bolsas oferecidos pelo Colégio.

 

- Calendário Escolar – está no site

 

- Reunião de Pais

1º Bimestre: 18 de Abril de 2011 – Manhã: 07:30/09:00 – Tarde: 13:30/15:00

2º Bimestre: 08 de Julho de 2011 – Manhã: 07:30/09:00 – Tarde: 13:30/15:00

3º Bimestre: 04 de Outubro de 2011 – Manhã: 07:30/09:00 – Tarde: 13:30/15:00

4º Bimestre: 12 de Dezembro de 2011 – Manhã: 07:30/09:00 – Tarde: 13:30/15:00

Haverá aula normal após o período de Reunião. Os alunos da manhã entrarão às 09:10 e os alunos da tarde às 15:10.

 

- Inscrição para Conselho de Escola

Será escolhido 1 representante por série. Os pais interessados devem realizar a inscrição na secretaria (telefone ou pessoalmente), no horário das 15:00 às 18:00 horas, até o dia 11/02/11.

 

- Critério de Avaliação

CRITÉRIO DE AVALIAÇÃO BIMESTRAL

MÉDIA I

PROVAS E SIMULADOS

MÉDIA II

SEMINÁRIOS/PESQUISAS

MÉDIA III

ATIVIDADES EXTRAS

MÉDIA IV

APOSTILAS

MÉDIA FINAL

(MÉDIA I + MÉDIA II + MÉDIA III – MÉDIA IV) DIVIDIDO POR 4

EQUIPE PEDAGÓGICA

 

                                                                                                       

 

 

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ENTENDENDO MELHOR A ALFABETIZAÇÃO - 1º E 2º ANO

 

Professoras responsáveis: Maeli Fabiane Oliveira e Marlei Victurino de Jesus Santos.

·        O PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DA ESCRITA SEGUNDO EMÍLIA FERREIRO:

 

Quem é Emília Ferreiro?                    

É uma pesquisadora argentina radicada no México, essa autora revolucionou o conhecimento que se tinha sobre alfabetização quando publicou, em 1979 (no Brasil em 1985), juntamente com Ana Teberosky, suas pesquisas no llivro PSICOGÊNESE DA LÍNGUA ESCRITA.

Como discípula de Piaget, ao estudar as formas pelas quais as crianças constroem sua escrita, Ferreiro colocou como motor dessa aprendizagem o próprio sujeito/aluno, ativo e inteligente, conforme Piaget destaca em sua obras.

A proposta de Ferreiro foi surpreendente: ela descobriu na sua pesquisa que as crianças passam por níveis conceituais diferentes e seqüenciais ao aprender a escrever. Essa concepção fez com que os conceitos de construção da escrita e do erro fossem alterados.

Abaixo destacaremos os NÍVEIS encontrados por Ferreiro:

 

 

 

·        Nível pré-silábico

Nesse nível, a escrita da criança não tem correspondência com o som. Ela registra garatujas, desenhos sem configuração e, mais tarde, desenhos com figuração. Na sequência registra símbolos e pseudoletras (traçado que reflete seu modo particular de escrever: bolinhas, risquinhos e etc.) misturadas com letras e números. No final desta fase, começa a diferenciar letras de números, desenhos de símbolos e reconhece o papel das letras na escrita. Percebe que as letras servem para escrever, mas não sabe como isso ocorre. A palavra “ABACAXI” pode ser escrita assim: “AIUNOAXF”.

·        Nível silábico

Ao escrever, a criança conta os “pedaços sonoros” – as sílabas das palavras e das frases – e usam uma letra para representar cada sílaba. As letras podem ou não ter valor sonoro. Por exemplo, a criança pode escrever “BONECA” como sendo “BNC” ou mesmo “OEA” (nesse caso com valor sonoro correspondente) ou, ainda, “FGR” (uma letra para cada sílaba sonora, mas sem correspondência com o som convencional). A criança escreve somente com vogais e consoantes, mas sempre com uma representação (letra) para cada sílaba ou frase. 

·        Nível silábico alfabético

A certeza do nível silábico é quebrada quando a criança compara escritas ou percebe que os adultos não conseguem ler o que ela escreve. Ela, então, avança para outra fase, na qual o valor sonoro torna-se fundamental, e começa a acrescentar letras principalmente na primeira sílaba. A palavra “BONECA”, por exemplo, é escrita assim: “BONC”, e não mais “BNC” (escrita silábica). Nesse momento, a criança encontra-se perto da escrita alfabética, e quanto mais refletir, escrever e comparar suas escritas, cada vez mais irá se aproximar do último nível.

 

 

 

·        Nível alfabético

A criança agora consegue ler e expressar graficamente o que pensa ou fala. Porém, escreve foneticamente (ou seja, faz a relação entre o som e a letra) e ainda não consegue escrever ortograficamente. Por isso, são comuns palavras escritas com pequenos erros, como em “IPOPÓTAMO” (hipopótamo), portanto os erros não passam de meras fases de superação neste caminho da alfabetização e não devem ser “ENCARADOS” COMO ERROS.

Ao realizarmos uma correção na escrita de uma criança, não assinalamos X, como era feito até algum tempo atrás, pois aquilo que ela “errou” naquele momento será superado num outro momento e corrigido posteriormente, por isso destacamos o “erro” com um traço abaixo dele, e isso não significa que a escrita está errada e sim têm dificuldades a serem superadas presentes na grafia da palavra (ortografia).

 

Ninguém aprende a ler e a escrever se não aprender as relações entre fonemas e grafemas – para codificar e para decodificar. Isso é uma parte específica do processo de aprender a ler e escrever. Linguisticamente, ler e escrever são aprender a codificar e a decodificar, portanto a criança quando na fase alfabética, precisa receber orientação direcionada sobre as técnicas da escrita, dos sistemas convencionados usados para escrever e das regras ortográficas vigentes.

Esperamos ter esclarecido com este texto as possíveis dúvidas e saciado a ansiedade daqueles que aguardam pelo momento que o filho desenvolverá a escrita.

A UNESCO considera alfabetizado a pessoa capaz de ler e escrever pelo menos um bilhete simples no idioma que conhece. Embora não esteja convencionado o que é um bilhete simples, essa alfabetização nos remete à certeza de que, na sociedade contemporânea, para considerarmos alguém alfabetizado, é preciso que essa pessoa saiba ler, escrever e interpretar, ou seja, que compreenda o que lê que possa opinar sobre o assunto, que possa utilizar a linguagem escrita como forma de comunicação para viver melhor.

Com isso concluímos que nosso objetivo maior não é ensinar nossos alunos a dominar técnicas mecânicas de leitura e escrita e sim ensiná-los a entender/compreender o que escreverão para que possam comunicar-se perfeitamente de maneira gráfica tornando-se assim seres letrados.

Atenciosamente,

Professoras Maeli e Marlei.

Fiquem com Deus.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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O Colégio Alma Mater e sua metodologia de ensino

       Sabendo da diversidade de escolas e linhas pedagógicas, elaboramos um texto que explica um pouco mais sobre a metodologia construtivista, o Sistema Sigma de Ensino e outras informações da escola.

       Quando resolvemos abrir nossa primeira escola nos reunimos para decidir que caminho seguir: escolher uma linha pedagógica que acreditávamos e que levasse nossos alunos ao sucesso pleno como cidadão, respeitando suas idades, necessidades e dificuldades ou uma linha capaz de vender nosso serviço facilmente, mas que sabemos que seria preciso separa alunos, trabalhar somente com o fácil, muitas vezes esquecer das necessidades, dificuldades e até mesmo da idade de nosso alunos. Pedagogas, professoras desde que nos formamos e acima de tudo profissionais, optamos por um trabalho verdadeiro que acreditamos ser capaz de preparar nosso alunos para a vida, formando um cidadão de valores íntegros, criativo, responsável, capaz de interagir, de buscar novos horizontes e de ultrapassar os desafios do dia-a-dia.

Proposta sóciointeracionista - Por que esta opção?  A proposta sóciointeracionista valoriza o conhecimento que o aluno já possui. O professor, é o mediador do conhecimento na relação aprendiz-mundo, utilizando atividades diversificadas: de brincadeiras, jogos e dinâmicas pedagógicas, tudo o que existe de significativo sobre o assunto a ser assimilado pelo aluno. Nessa perspectiva acredita-se que não basta ao aluno decorar ou realizar cópias de matérias de livros ou de quadros negros. precisa sim desenvolver o hábito de entender e compreender como as regras são criadas, como os conhecimentos históricos foram adquiridos, quais as influências destas informações em nossas vidas, porque foram feitos daquela foram.

Sistema Apostilado Sigma - Nossa Escola

       Trabalhar com um sistema de ensino apresentado em apostila-caderno traz inúmeras vantagens para a escola, para os alunos e seus pais. Não é necessário aos alunos carregarem mochilas pesadíssimas, com 5 ou 6 livros diferente todos os dias, do inícios ao fim do ano, causando problemas de desenvolvimento e até mesmo fortes dores nas costas, que propiciam problemas na coluna. As apostilas-caderno são divididas em livros bimestrais contendo toas as disciplinas a serem estudadas nesse único material didático.

       Como ele já  vem com os exercícios é possível ao pai acompanhar o andamento de seu filho e mesmo conferir se todo o conteúdo foi cumprido a cada final de bimestre. É muito comum, nos livros alguns professores pularem alguma matéria que acham pouco interessante ou repetitiva ou mesmo não chegarem ao final do livro. O sistema Sigma de Ensino é todo elaborado dentro da metodologia sóciointeracionista e é uma material que atende com perfeição nossas expectativas. Além dos encontros pedagógicos bimestrais o sistemas de ensino oferece constante apoio aos nossos professores, que precisam estar sempre atualizados para ensinar em mundo onde as informações chegam em segundos. O Sistema é conciso e muito bem organizado, dando ao professor espaço para realizar em paralelo a apostila, pesquisa, utilizar filmes, desenvolver hábitos de escrita e leitura com atividades específicas de produção de texto e hora do conto.

       Nossa maior preocupação é educar os alunos dentro do mundo democrático em que vivemos, com mídias rápidas e atualizadas, que tragam todo o tipo de conhecimento, sem perder o respeito as diferenças e buscando pilares mais altos. Não basta ensinar a escrever é preciso ensinar a escrever com conteúdo, qualidade e acima de tudo com conhecimento sobre os mais diversos assuntos.

 

 

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A função educativa dos pais

       Educar um filho não é simplesmente se fixar na área afetiva; é também iniciá-lo à vida, ajudá-lo a se adaptar para exigências da vida prática e lhe permitir desenvolver sua vida social. É transmitir-lhe um nome, uma linhagem, uma herança cultural e educativa: condutas, referências, idéias, um sistema de valores.

       É também favorecer suas experiências, estimulá-lo na curiosidade de conhecer e de agir, desenvolver seu senso crítico e ajudá-lo em suas responsabilidade; ajudá-lo a ter respeito por si mesmo e pelos outros, aprendendo a dominar sua agressividade espontânea, sempre podendo se defender e lutar contra as dificuldades da existência.

       Para isso, nada melhor que o exemplo de seus pais, de seus avós e das outras pessoas que o cercam.

       Os pais transmitem aos filhos tudo o que sabem, o que aprenderam de seus pais e o que eles mais consideram, depois, deixam que, crescendo, encontrem seus próprios centros de interesse e seus próprios valores.Pode-se dizer que os pais tiveram êxito na educação do filho quando conseguiram ensiná-lo a viver sem eles. Não é bom que os pais fiquem centrados demais na educação dos filhos, aspirando fabricar jovens perfeitos. É sufocante tanto para os filhos quanto para os próprios pais.

Satisfazendo suas aspirações pessoais, os pais incitam os filhos a satisfazer as suas. isso é dar exemplo do prazer de viver!

       Outro elemento importante é a relação pais-filhos que se estabelece pela comunicação, seja verbal ou não.

       Lembremos que o diálogo é o instrumento privilegiado. Crises e incompreensões sempre se atam em torno do não dito e dos equívocos.

       Outro ponto essencial é o acordo dos pais sobre os princípios educativos básicos, quer vivam junto ou não. Muitas divergências, ideológicas ou morais, deixam o jovem dividido, pois ele não pode deixar de tomar partido. A condenação ou desvalorização de um dos pais provoca uma ruptura identificatória, um sentimento de culpabilidade  de angústia que levam o jovem a regredir ou a bloquear seu desenvolvimento. mas se um contestar as decisões do outro, o jovem passará pela experiência das diferenças de idéias, de posições e da distinção entre as funções de cada um, o que é muito estruturador.

       Assim como faz com a autoridade, o jovem também testa essa aliança, e põe à prova educativa de seus pais e, às vezes, faz da discórdia uma prova de solidez psíquica de todos. Muitas vezes também o jovem é tentado a criar uma coalizão com um dos pais contra o outro. Isso é inconsciente a ambivalente. Ele procura essa aliança e a teme ao mesmo tempo, pois se ele se concretiza, é muito angustiante. Pode acontecer de os pais discutirem e brigarem, o que é pior. O importante, nesses casos, é esse verdadeiro, dizer com suas palavras o que se sente, pois é de nossa franqueza que o jovem tem mais necessidade.

Calire Garbar e Francis Theodore - Família Mosaico

 

 

 

 

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Educando os filhos para a vida, deles

       Seria muito bom se a autonomia dos filhos um processo natural e acontecesse com o passar do tempo. Mas sabemos que depende de educação, potência e coragem dos pais.

       A cada fase do desenvolvimento a criança adquire uma habilidade até que domina várias. Cabe a família estimular o processo que ocorre por meio de acertos e erros. Isto vale para tirar a fralda, andar, comer, guardar os brinquedos, realizar deveres escolares, tomar sozinho, etc. Cada etapa vencida nutre a autoconfiança, o que vemos por exemplo quando a criança de 2 anos tenta se vestir, e aos 3 anos quase nem precisa de ajuda, aí os pais devem comemorar estes feitos e não abandonar a supervisão. Dormir é outro desafio, já que à noite os temores aparecem e a maioria pede a companhia dos pais ou logo pulam para camas deles, aí vale estabelecer rotinas afetivas, combinar o número de estorinhas a serem contadas, o importante é que se acostumem a dormir sozinhos, o que fará que na adolescência ela tenha condições de regular o repouso.

       A autonomia é um processo que se constroe gradualmente e muitas vezes os pais não tem consciência disso, já que a falta de autonomia repercute na adolescência onde afloram os problemas e não está relacionado ao fato de termos feito as lições por eles, protegido demais, como quando a criança não quer acordar cedo e a mãe o veste e só o acorda perto da escola para que dormisse um pouco mais.

       Tais fatos impedem o crescimento autônomo e sorrateiramente enviam a mensagem que ele pode fazer o que quer. Assim temos crianças chatas, birrentas e dependentes. A educação voltada para a autonomia não significa liberdade geral, liberdade também se aprende. A noção de limite é necessária tanto quanto o afeto. Pois se a criança associar que amara é ouvir o sim o tempo todo, reproduzirá  este padrão no futuro reagindo negativamente a qualquer “não” recebido e não vai adquirir a flexibilidade necessária para negociações. Assim sua capacidade de tomar decisões acertadas será afetada, o que dificultará por exemplo: que faça uma dieta ou recuse  drogas, já que nunca experimentou frustrações na infância, nem aceitou negativas a seus pedidos.

       Para fraseando a autora Aratangy “a ilusão de que o filho é nosso se desfaz a cada dia e na adolescência, acaba de vez. Portanto é melhor educá-los para a vida”. A deles.

Colaboração: Maria Gladys Ricardi Vera – Psicóloga

 

 

 

 

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Palmada Ensina?

       Os pais ainda questionam se é válido usar palmadas para ensinar uma criança a respeitar limites? Eu não tenho dúvida: as palmadas ensinam. Mas não exatamente aquilo que os pais querem.

       Uma criança que apanha aprende a ser: agressiva, pois percebe que bater no outro é uma forma de resolver uma encrenca; cínica, pois desenvolve a capacidade de não se sentir humilhada; mentirosa, pois aprende que certos comportamentos provocam dor e a mentira pode livrá-la do confronto; covarde, pois a fuga é sua única chance de vitória.

       Outra desvantagem desse método pedagógico é que ele se baseia na superioridade física dos pais - e essa é e fêmea. Como os filhos crescem a cada dia e os pais já pararam de crescer, seria preciso, para manter a mesma vantagem, a apelar para acessórios cada vez mais pesados, da mão ao chinelo, deste ao cabo de vassoura, e assim por diante.

       Além disso, a pedagogia do tapa cria subprodutos nefastos. Aí vão alguns exemplos:

1) "Você vai ver quando seu pai chegar!" - Com esta frase a mãe envenena o vínculo entre o pai e o filho e se desmoraliza, pois revela-se dependente da força do parceiro.

2) "Não bata no seu irmão porque ele é menor que você!" - A declaração, acompanhada de sonoros tapas no irmão agressor, é a mais descarada negação da lógica, o adulto que bate não é maior que a criança que apanha?

3) "Isso dói mais para mim do que para você!" - Nenhuma criança tem recursos para entender o que esse adulto espera dela. Será que o adulto que que ela se sinta culpada pela dor que provoca na mãe?

4) "Um tapa bem dado ensina mais que mil palavras..." - Ainda que se consiga definir "um tapa bem dado", nenhuma palmada ensina mais do que uma única palavra (não) dita com serenidade e convicção.

4) "Um dia, você ainda vai agradecer por essas palmadas!" - Será que alguém acredita que se tornou melhor por levar uns tabefes? Não é preciso guardar rancor pelos tapas recebidos, mas agradecer já é demais! Ninguém , em sã consciências, acredita que palmadas ensinem os filhos a serem generosos, dignos, leais ou confiantes. E não existem valores mais importantes do que esses.

       Acontece nas melhores famílias. Dar um tabefe em um filho com o qual se tem um sólido vínculo de afeto e confiança não pecado mortal. Afinal, os pais são humanos, Às vezes a vida exige demais, nem sempre se tem o comportamento mais adequado. Esse tapa que estala sem que se saiba direito de onde veio, como se a mão ganhasse vida própria e partisse sem comando, transmite uma informação fundamental: que os pais não são perfeitos, são mortais que fazem o que podem, não o que querem.

       O importante que se reconheça que um tapa emana sempre de uma fraqueza, da impossibilidade de se controlar e de manter o diálogo. Pecado é a hipocrisia de transformar essa dificuldade em uma tese de Pedagogia.

Lidia R.Aratangy - Revista Viver - janeiro de 2002.

 

 

 

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Sobre a Lição de Casa: conversando com os pais

       Para muitos pais, o momento da lição de casa dos filhos pode fazer surgir algumas indagações, tais como:

  • Preciso permanecer junto a eles nessa tarefa?

  • A impossibilidade de minha presença pode acarretar prejuízos?

  • Se eles não conseguem realizar a tarefa, como devo proceder?

       Pensando nisso, decidimos apresentar este resumo para esclarecimento e compreensão dos objetivos e papel dos pais em relação ao assunto.

      

       A prática de realização de tarefas de casa, de acordo com o tipo de lição, pretende promover situações para o aluno:

  • arriscar-se em uma produção, com maior autonomia;

  • reforçar os conceitos trabalhados, retomando conteúdos aprendidos;

  • aprofundar conhecimento sobre algum assunto que está estudando;

  • levantar questões sobre um assunto, estimulando-o para o tema que posteriormente será estudado em classe;

  • incentivar a autonomia para buscar o conhecimento por conta própria;

  • criar o hábito do estudo sistemático e agradável em casa.

 

A Família

       A lição de casa possibilita à família compartilhar parte dos conhecimentos que seus filhos constroem ao longo dos trabalhos. Demonstrar interesse na vida escolar da criança marca, na formação do estudante, a importância que a família atribui aos estudos.
Em relação à lição de casa, cabe ressaltar que o aluno deve realizar sozinho essa tarefa. Há sempre um cuidado do Colégio em planejar atividades nas quais ele possa trabalhar com autonomia, além de um momento reservado na rotina escolar para a apresentação e explicação da proposta da tarefa a ser feita em casa.

       Os pais devem acompanhar a realização das tarefas de casa no momento da execução das mesmas, ou reservar um tempo diário ou semanal para:

verificar se a lição foi realizada, ou não, reforçando a atitude de cumprimento de responsabilidade;

observar se está bem feita ou não (capricho, organização, limpeza etc.);

elogiar, motivar e estimular seu esforço e realização, conversando sobre acertos e erros.

 

Orientações Gerais

  1. Dispor de um local bem arejado, ventilado e iluminado.

  2. Utilizar mesa e cadeira compatíveis com a altura da criança: os pés devem alcançar o chão ou dispor de um apoio para descansá-los.

  3. Incentivar seu(a) filho(a) a realizar a lição usando postura adequada: sentar-se em cadeira, sempre com a coluna ereta e os pés apoiados (evitar postura de corpo deitado no chão, no sofá ou debruçado sobre a mesa).

  4. Propiciar um ambiente reservado: silêncio, TV e som desligados, sem movimentação e conversas de pessoas por perto, para não distrair a atenção da criança.

  5. Criar um horário fixo para a realização da lição (organização do tempo, incorporado à rotina), se possível, respeitando o “relógio biológico” da criança, ou seja, hora em que está mais disposta mentalmente para poder render mais.

  6. Manter organizado o material necessário (lápis, papel, tesoura, cola, revistas etc.) e próximo à criança, evitando perda de tempo e de concentração para encontrá-lo.

  7. Reservar os fins de semana para o lazer de seus filhos com amigos e familiares.

        Os pais devem ou não ajudar seus filhos na lição de casa?

       O interesse, a participação e a ajuda que possibilita a criança a trabalhar cada vez mais autonomamente, são sempre bem-vindos!

 

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2008 - 3º Bimestre

 

Os 10 mandamentos do dever de casa

 

1 - Jamais fça a lição de casa por seu filho ou permita que outros o façam (avós, empregada, irmão mais velho, amigo). Tenha clareza de que a lição é de seu filho e não sua, portanto, ele tem um compromisso e não você. Deixe-o fazendo a sua tarefa e vá fazer algo seu. Ele precisa sentir que o momento da tarefa é dele.

 

2 - Organize um espaço e um horário apropriados para ele fazer s tarefas.

 

3 - Troque idéias ou formule perguntas para ajudar no raciocínio, mas só se for requisitado. Não dê respostas, faça perguntas, provoque o raciocínio.

 

4 - Diga "tente novamente" diante da queixa. Refaça. Recomece. Caso seu filho perceba que errou, incentive-o a buscar o acerto ou uma nova resposta. Demonstre com exemplos que você costuma fazer isso. nesse caso, valem os itens anteriores para reforçar este.

 

6 - Torne o erro construtivo. Errar faz parte do processo de aprender (e de viver!). Converse, enfatizando a importância de reconhecermos os nossos erros e aprendermos com eles. Conte histórias que estão relacionadas a equívocos.

 

7 - Lembre-se de que fazem parte das tarefas escolares duas etapas: as lições e o estudo para rever os conteúdos. As responsabilidades escolares não findam quando o aluno termina as lições de casa. Aprofundar e rever os conteúdos é fundamental.

 

8 - Não misture as coisas. Lição e estudar são tarefas relacionadas à escola. Lavar louça, arrumar o quarto e guardar os brinquedos são tarefas domésticas. os dois são trabalhos, no entanto, de naturezas diferentes. Não vincule um trabalho ao outro, e só avalie as obrigações domésticas.

 

9 - Não julgue a natureza, a dificuldade ou a relevância da tarefa de casa. A lição de casa faz parte de um processo que começou em sala de aula e deve terminar lá. Se você não entendeu ou não concordou, procure a escola e informe-se. Seu julgamento pode desmotivar seu filho e até mesmo despotencializar a professora e, conseqüentemente, a tarefa de casa e seus objetivos.

 

10 - Demonstre que você confia em seu filho, respeita suas iniciativas e seus limites e conhece suas possibilidades. crie um clima de camaradagem e consciência na família, mas não deixe de dar limites e ser rigoroso com os relapsos e irresponsabilidades.

 

Isabel Cristina Parolin, autora do livro Pais Educadores - É Proibido Proibir? Ed. Mediação.

 

Os dez mandamentos do pai do bom estudante

 

Existem algumas regrinhas básicas para você que deseja ver seu filho transformado m um bom aluno, que não lhe dê problemas maiores (porque alguns, pequenos, sempre teremos!) em relação a escola e aos estudos. O pai do bom estudante:

 

01. Vê a escola como aliada e não como oponente;

02. Na maioria absoluta das vezes é favorável às decisões que a escola toma e as apóia porque sabe que a elegeu com cuidado para cuidar do filho, em suma, não critica sem ouvir a escola antes;

03. Não tem pena dos filhos quando eles têm tarefas, pesquisas ou estudo para fazer;sabe que estudar assim como trabalhar, só faz bem a crianças e jovens;
04. Supervisiona o trabalho e o estudo do filho, mas não faz as tarefas por ele, apenas orienta, olha a agenda escolar para estar a par, diariamente, das comunicações que a escola manda;

05. Sabe diferenciar com clareza situações em que os resultados positivos na escola são fruto de esforço ou quando os negativos se relacionam à falta de dedicação dos filhos;

06. Incentiva os filhos com palavras e gestos de afeto, estímulo e compreensão, mesmo quando não tiram notas excelentes, pois percebe quando deram o máximo de si e quando não cumpriram a parte que lhes cabe;
07. Providencia o necessário para que os filhos superem dificuldades que eventualmente surgem na vida dos estudantes, sem, no entanto, desistir, estigmatizar os filhos ou culpar de imediato a escola;

08. Não facilita nem permite faltas, atrasos ou “enforcamento” de aulas ou ausência nos dias letivos sem motivo absolutamente justo;

09. Segue e faz os filhos seguirem o regulamento da escola, nunca estimulando ou desejando regras especiais para o seu filho, que reconhece como igual às demais crianças, com direitos e deveres, enfim, sem “pressionar” a escola para que ela mude seus pressupostos e aja de acordo com o que considera interesse pessoal;

10. Não pressiona a escola ou determinado professor quando alguma coisa inesperada ocorre, porém averigua a situação real, pois uma boa escola nunca deseja errar e sabe que uma boa educação escolar é a melhor aliada da família na formação de cidadãos honestos, produtivos e bem-sucedidos.

 

 

 

 

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